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Covid e as olimpíadas | Mesmo com recordes de casos de Covid em Tóquio, OMS mantém apoio às Olimpíadas

Somente em Tóquio, registrou-se recorde de 3,7 mil casos de contaminados na última quinta-feira, e mantém índice acima de 3 mil casos de infecções diárias, durante as Olimpíadas.

sexta-feira 30 de julho | Edição do dia

Foto: REUTERS/Athit Perawongmetha

Mesmo com toda a pressão e as críticas à entidade, a Organização Mundial de Saúde (OMS) manteve seu apoio aos jogos olímpicos em Tóquio, a despeito da nova onda da doença que os jogos levaram ao país, registrando recordes de contaminação nos últimos dias. São mais de 10 mil casos diários em todo o país, sendo cerca de 3 mil casos diários apenas em Tóquio, o que levou, inclusive, à ampliação do estado de emergência no Japão.

Trazendo riscos aos japoneses, esses que se manifestaram claramente contrários à realização dos jogos, com uma indicação de 80% da população contra, o evento foi realizado, causando alastramento da doença, além do perigo da geração de novas variantes.

Todavia, nada disso parece preocupar a OMS, que declarou que as autoridades locais e o Comitê Olímpico Internacional (COI) adotaram "medidas amplas e monitoramento" e que o evento “não é motor do surto”. Com uma fala inicial na abertura dos jogos, Tedros Adhanom foi duramente criticado por ter discursado e sido conivente com a realização do evento.

Sob escusa de alertar para coisas como a importância da união para vencer a pandemia e a importância da imagem do mundo unido posteriormente, a OMS não leva em consideração a vida e a vontade do povo japonês, bem como as necessidades do mundo durante a crise sanitária que ainda atravessamos, o que se apresenta o mais contraditório possível ante o propósito da própria organização




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