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Mesmo com colapso, hospitais militares do AM reservam seus leitos

Enquanto víamos cenas horríveis em Manaus e no resto do Amazonas, de médicos tendo que escolher entre quem vive e quem morre, os leitos dos hospitais militares ficavam vazios, reservado ao exército.

quinta-feira 11 de fevereiro| Edição do dia

Desde janeiro, vemos cenas horríveis em Manaus e no Amazonas: hospitais sem oxigênio, médicos escolhendo quem vive e quem morre, pessoas desesperadas com seus parentes morrendo. Isso é fruto do descaso de Bolsonaro e seu ministro Pazuello, que antes do colapso foram avisados, assim como também do governador e do prefeito, que nunca garantiram testagem e isolamento e desmantelaram estruturas de hospital de campanha.

No entanto, enquanto a fila de leitos chegou a ter mais de 500 pessoas no estado, alguns hospitais ficavam com leitos vazios: os hospitais militares. No entanto, o Governo do Amazonas em nenhum momento fez nenhum pedido para requisitar esses leitos, que estão reservados aos militares.

Num momento de tamanha catástrofe sanitária, não se tocou em nenhum dos privilégios dos militares. Após terem recebido leite condensado inflacionado, além de cerveja e picanha, também tem direito a leito especial enquanto o resto da população sofre. Evidentemente que esse privilégio está direcionado à alta cúpula da organização. Não satisfeitos em causar o caos sanitário no país, com a gestão desastrosa do General Pazuello na saúde, agora também deixam a população morrer para bancar seus privilégios.




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