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Permanência estudantil | Mesa debate situação das mulheres indígenas e quilombolas durante Fórum Nacional em Brasília

Hoje, quarta-feira (06), ocorre a mesa " Mulheres e o Protagonismo na contemporaneidade Indígena e Quilombola" no 1º Fórum Nacional de Educação Superior Indigna Quilombolas. É preciso lutar contra esses ataques históricos às mulheres indígenas e quilombolas, principalmente em meio ao governo Bolsonaro e Mourão, que junto com Damares Alves quer avançar para reprimir e retirar os direitos das mulheres.

quarta-feira 6 de outubro | Edição do dia

Imagem: Esquerda Diário

A questão de gênero é um grande debate no Brasil e no mundo, as mulheres vivem a barbárie capitalista e do patriarcado diariamente, para as mulheres indígenas e Quilombolas não seriam diferentes. É histórico o atentado aos direitos das mulheres indígenas e Quilombolas, com a invasão das suas terras, a retirada forçada dos seus povos e estupros, datados desde a época do Brasil colonial.


Imagem: Esquerda Diário

A mesa da plenária contou com Sonia Guajajara, líder indígena, formada em letras e em Enfermagem; Vivi Reis, deputada federal pelo PSOL-PA; Chirley Pankará, codeputada do PSOL na Bancada Ativista na Alesp; Bruna Brelaz (PCdoB), presidenta da UNE; Carina Veridiano, estudante quilombola buieié da UFV e outras líderes como Marilda Medeiros, Teresa Santana, Soliete Baré e Célia Xacriabá.

Veja mais: Basta de evasão indígena, quilombola e dos filhos dos trabalhadores das universidades!

Hoje frente a um governo nojento de Bolsonaro, o tema possui ainda mais importância, junto com Damares Alves este governo quer avançar
para reprimir e retirar os direitos das mulheres. Seja negando e atacando direitos aos seus corpos, seja precarizando as universidades e retirando bolsas permanência, excluindo assim a participação de mulheres indígenas, quilombolas e de modo geral ao ensino superior. Sem contar que é um governo que possui fortes laços com o agronegócio, parte de sua base mais dura, que em nome dos lucros devasta as terras indígenas, assassina povos inteiros e acaba com o meio ambiente.

A necessidade de lutar contra o reacionarismo, a precarização de vida, e todos os ataques é urgente, por isso devemos ter claro quem de fato está ao nosso lado e qual é o caminho que devemos traçar para lutar contra a direita e todo o reacionarismo. Por isso nós do Pão e Rosas estivemos assistindo a mesa e defendemos uma política que coloque a necessidade do enfrentamento à Bolsonaro, Mourão e seus ataques, mas também que se enfrente com o conjunto do regime político brasileiro fruto do golpe institucional de 2016. O Congresso Nacional, o STF e a direita liberal estão grudados com Bolsonaro quando assunto é atacar a classe trabalhadora e os mais oprimidos, apesar de seus embates - podemos ver isso nos inúmeros ataques que estão passando juntos como é o Marco Temporal, os cortes nas universidades e a reforma administrativa.

Por isso, é fundamental que a UNE e a esquerda - que estiveram presentes nessa mesa - bem como as centrais sindicais, batalhassem para construir pela base a luta dos estudantes e trabalhadores em unidade com os povos indígenas e quilombolas, pois apenas confiando nas nossas próprias forças podemos barrar os ataques, derrubar Bolsonaro e Mourão, e conquistar permanência para todos já! Essa é a unidade que precisamos, e não com a direita.

Siga acompanhando a cobertura completa do I Fórum Nacional de Educação Superior Indígena e Quilombola aqui pelo Esquerda Diário.




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