Sociedade

Mercosul: enquanto país afunda no desemprego e na alta de alimentos, Guedes dorme

Em reunião da cúpula de líderes do Mercosul, ocorrida nessa quarta (16), Bolsonaro adota discurso conciliador que pareceu dar sono ao ministro.

quinta-feira 17 de dezembro de 2020| Edição do dia

Foto: reprodução

Guedes, o “Chicago Boy” do planalto, pareceu não ficar muito empolgado com o tom conciliador do presidente da república. O ministro que marcadamente foi um dos mais virulentos e agressivos contra os pobres e os trabalhadores, não conseguia ficar acordado com o tom ameno de Bolsonaro.

O ultra neoliberal Guedes, o ceifador sinistro de direitos e salários, demonstrou não se importar com os 14,6% de desempregados no Brasil, ou nem mesmo tirou seu sono a cifra de 915 óbitos do dia de ontem, a maior em três meses.

Talvez Guedes estivesse preparado para o velho estilo Bolsonaro, que tanto se parece com seu próprio, de agressividade e destruição contra os pobres, como quando defendeu destruir direitos para arcar com os custos do auxílio aos mais vulneráveis, ou quando deve ter se enchido de um prazer mórbido ao declarar que não haverá prorrogação do auxílio emergencial no país.

Talvez não tivesse muito contente em ter que ver seu chefe tendo que adotar discursos conciliadores com supostos “esquerdistas” como Alberto Fernandes da Argentina, ou talvez não tivesse conseguido dormir na noite anterior prevendo a humilhação que seria ter que estar ao lado de seu chefe falando “mole” com seus inimigos “comunistas” (que isso não são nada), justamente pela emergência da crise econômica e as previsões catastróficas para os próximos anos.

Veja também: Mercosul: Bolsonaro adota tom conciliador frente a seu isolamento na America Latina




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