Política

14J CONTRA A REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Mercados acusam golpe, dólar sobe e Bovespa opera em queda

Nesse dia 14 de junho, primeira paralisação nacional contra o governo Bolsonaro e a reforma da previdência a Bovespa operava em queda até o meio da tarde

sexta-feira 14 de junho| Edição do dia

Os mercados financeiros, ou seja, os acionistas dos bancos, os grandes investidores, os monopólios nacionais e internacionais, voltaram a mostrar nesta sexta-feira preocupação com os rumos da economia brasileira e da reforma da previdência. Chantageiam o país impondo a queda da bolsa de valores e o aumento do dólar.

Analistas do mercado monitoram de perto a evolução da paralisação neste sexta-feira, e se pode ou não influir nas negociações da reforma da previdência no Congresso.

Somam-se outros fatores preocupação. Paulo Guedes criticou duramente o relatório aprovado pela câmara de deputados, que retira do texto da reforma estados e municípios, aposentadoria rural e o BPC. Ainda que a ontem tenha caído bem esse mesmo relatório aos olhos dos banqueiros, a possibilidade de uma nova escalada do conflito entre executivo e legislativo é mais um fator de preocupação, que pode, junto com a instabilidade do condomínio governista, as revelações dos áudios da lava jato, a demissão do general Santos Cruz e se retroalimentar com as mobilizações desta sexta.

É preciso que as centrais sindicais rompam as negociações com o congresso e que as mobilizações não parem neste dia 14, mas prossigam com um plano de luta sério até derrotar a reforma da previdência e os cortes à educação.




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