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AUTORITARISMO JUDICIÁRIO | Mendes fala em parcialidade de Moro, mas participou das arbitrariedades do STF que prenderam Lula

Em plenário do STF no dia de hoje, em que se discutiu a suspeição de Moro, Gilmar Mendes vociferou contra o lavajatista e falou em “maior escândalo judicial da nossa história”. Mas foi o mesmo Gilmar Mendes que em 2018 decidiu por pedir vistas ao habeas corpus de Lula, paralisando aquele processo até hoje. Não houve qualquer denúncia de Mendes diante da enorme arbitrariedade que havia então impedido Lula de participar das eleições, e finalmente, que o levou à prisão.

terça-feira 9 de março | Edição do dia

A 2ª turma do STF esteve em sessão hoje, desde às 14h, julgando a suspeição de Sérgio Moro na condução do processo do caso do triplex do Guarujá que levou Lula à prisão em 2018. A sessão se manteve mesmo com pedido de adiamento de Edson Fachin, mas terminou em aberto pelo pedido de vista de Nunes Marques.

Mas o que marcou a sessão do STF de hoje, além das idas e vindas sobre a suspeição de Moro, foi discurso feroz de Gilmar Mendes contra Moro e sua condução da Lava-Jato:

"Meu voto não apenas descreve cadeia sucessiva a compromisso da imparcialidade como explicita surgimento e funcionamento do maior escândalo judicial da nossa história"

Porém, o próprio Gilmar Mendes teve que reconhecer que era um dos elogiadores da Lava-Jato, uma verdadeira farsa golpista com a carapuça do combate à corrupção. Mas não só, além disso Mendes em 2018 pediu mais tempo para analisar o pedido de habeas corpus de Lula, mantendo intacta a decisão da prisão arbitrária do ex-presidente.

Agora, em que está mais do que nunca escancarado o papel nefasto da Lava-jato, Gilmar Mendes, assim como os outros ministros do STF, tenta lavar suas mãos sobre a operação golpista que levou à prisão de Lula e a eleição de Bolsonaro, para assim aprofundar ataques, reformas e privatizações aos trabalhadores. Ataques e reformas, como a reforma trabalhista, que diga-se de passagem, são apoiadas pelo mesmo Gilmar Mendes que fala de imparcialidade.

Enquanto o judiciário segue seu curso autoritário e de árbitro da política nacional, agora querendo lavar suas mãos sobre a operação que conduziram durante todos esses anos e que sustentou o golpe institucional, o PT segue se apoiando justamente nessa ala que agora é “inimiga” de Moro e da Lava-Jato para combater a arbitrariedade da prisão de Lula, assim fortalecem o poder autoritário do STF.

Nada mais a esperar, de quem sempre abriu espaço à direita e as forças reacionárias nos 13 anos em que foi governo, o que reuniu condições para o golpe institucional, e ainda manteve paralisada as direções sindicais para que o golpe, a prisão arbitrária de Lula, as reformas e ataques não fossem combatidas no único terreno possível, a luta de classes.




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