Política

PORTO ALEGRE

Melo vira exemplo internacional de como levar milhares à morte com lucro acima da vida

Reportagem do jornal norte-americano, The New York Times, mostra Porto Alegre como exemplo de cidade onde o sistema de saúde colapsou e mostra como a política do prefeito Sebastião Melo contribuiu para chegar à essa barbárie.

sábado 27 de março| Edição do dia

Giulian Serafim /PMPA

O The New York Times, jornal de enorme visibilidade mundial, produziu reportagem assustadora sobre a trágica situação da pandemia no Brasil. A cidade “modelo” para exemplificar o colapso hospitalar? Porto Alegre. Os três primeiros parágrafos da reportagem dizem:

“PORTO ALEGRE, BRASIL - Os pacientes começaram a chegar nos hospitais em Porto Alegre muito mais doentes e jovens do que antes. Casas funerárias estavam experimentando um crescimento estável nos negócios, enquanto médicos exaustos e enfermeiros imploravam por um lockdown para salvar vidas. Mas Sebastião Melo, prefeito de Porto Alegre, argumentou que havia um imperativo maior. “Contribua com a sua vida para salvar a economia”, disse Melo ao final de fevereiro.”

As façanhas de Melo vêm servindo de modelo a todo o planeta. Sua política, intrinsecamente ligada à política assassina de Bolsonaro, está totalmente em função dos lucros dos empresários. Esses, quando não estão recitando frases nazistas em atos negacionistas, estão expondo trabalhadores ao vírus como boi ao abate, tudo para enriquecerem enquanto os hospitais colapsam. Barbaridades como as que vivemos em Porto Alegre mostram a decadência do capitalismo e sua política de priorizar o lucro acima de tudo.

Agora, com Melo e Leite flexibilizando as restrições em Porto Alegre e no estado, de forma totalmente insegura e com quase completando um mês de mais de 100% de lotação dos leitos de UTI, os gaúchos sofrem com centenas de mortes diariamente.

Melo, que foi eleito com o apoio de todo o bolsonarismo da capital, está protagonizando um show de horrores. Os recordes diários de mortes não estão sendo suficientes para acabar com as filas dos leitos de UTI, tamanha a circulação do vírus no estágio atual. Idosos com comorbidade estão sendo levados para o fim da fila, funcionários estão exaustos, o hospital de campanha feito pelos militares na Restinga abriu apenas 8 leitos de UTI enquanto temos centenas na espera. Não há outra forma de denominar a política de Melo: assassina.

A Zero Hora insiste em colocar Melo e Leite como antagonistas, como se um fosse a favor da economia e outro da vida. Acontece que Leite foi o responsável por permitir a cogestão, que na prática está flexibilizando todas as restrições em várias cidades, levando milhares de trabalhadores à exposição do vírus, lotando os hospitais e fazendo o sistema de saúde colapsar. Leite inclusive vem entrando na justiça para retornar as aulas presenciais no estado de forma insegura. Ao mesmo tempo, as restrições não servem ao necessário isolamento social pois não permite que milhares de trabalhadores, informais, desempregados, MEIs e outros, possam se sustentar. O auxílio emergencial, prometido por todos, não chegou e estamos na pior situação. Leite esperou o sistema colapsar para decretar bandeira preta, e mesmo assim não conseguiu isolamento efetivo pois as pessoas não têm direito à quarentena. Seus isolamentos são totalmente irracionais e acabam prejudicando os mais pobres que precisam se virar em meio à grave crise econômica que vivemos.

Se Melo atuou a favor do vírus conscientemente, Leite também, mas com palavras aparentemente a favor da ciência. Para ter acesso a um programa mais desenvolvido para combater a pandemia em Porto Alegre e no Rio Grande do Sul, clique aqui: É preciso enfrentar a barbárie sanitária no RS com a força da classe trabalhadora.




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