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Melo quer começar seu mandato reduzindo os cobradores do transporte

Sebastião Melo irá começar seu mandato atacando os trabalhadores rodoviários e a população de Porto Alegre com a extinção dos cobradores e com promessas de privatização da Carris.

quarta-feira 30 de dezembro de 2020| Edição do dia

Foto: Joyce Rocha/Jornal do Comércio

Não é de hoje que Sebastião Melo (MDB) mostra a sua submissão aos barões dos transportes. Agora seu novo objetivo é, como nas suas próprias palavras "enxugar" os cargos de cobrador de ônibus com o objetivo de extingui-los aos poucos. O recém eleito prefeito que ainda não assumiu o cargo, mas já demonstrou que está disposto a retomar o legado de ataques de Marchezan, que foi responsável por aumentar em 3 anos a passagem de 3.75 R$ para 4.55 R$ e dar um valor de 39 milhões para os empresários para passarem a pandemia, além de aumentar a idade das isenções para idosos de 60 para 65 anos. Vale lembrar que Mello também irá retomar seu próprio legado de quando administrou a cidade ao Lado de José Fortunatti (na época PDT) e foi o responsável por abrir a Licitação que diminuiu a Carris de tamanho entregando as linhas mais lucrativas e com maior Índice de quilômetro rodado para as mãos das empresas privadas.

Leia também: "pontos para relembrar a nefasta gestão de Melo e Fortunati em Porto Alegre e"se tiver comprador eu vendo, afirma melo sobre a Carris"

Além das promessas de privatização, Sebastião Melo já está com as “garras à mostra" e apontadas para os cobradores, com o argumento de que a função desses trabalhadores encarece as passagens e que é necessário que se reduzam essas funções para baratear as passagens e assim oferecer cursos de motoristas, para estes já que essa função dá prejuízos para as empresas. Também nessa linha, falando sobre os prejuízos, seu secretário Luíz Fernando Záchia alega que é necessário acabar com a “farra” das isenções das passagens para Idosos, estudantes e pessoas com deficiência, pois estes estão dando prejuízos aos Milionários Lucros é que é necessário mais subsídios para os empresários

De fato, o que Zachia e Melo não fazem questão de falar é sobre a verdadeira farra dos empresários com os subsídios liberados pelo por Marchezan para que seus senhores, os empresários, pudessem passar a pandemia com os lucros preservados. Eles também não falam sobre a farra das demissões de rodoviários que se deram graças as MPs de Bolsonaro que tocaram milhares de trabalhadores pelo Brasil, e centenas de trabalhadores rodoviários para a rua, para que os empresários continuassem a manter seus lucros mais ainda. Nunca houveram tão poucos ônibus circulando na cidade ao mesmo tempo em que os empresários nunca lucraram tanto sem minimamente colocar toda a frota nas ruas. Uma verdadeira farra do dinheiro advindo da população trabalhadora indo diretamente para as mãos dos patrões, que já estavam lucrando muito no governo Marchezan, e que agora irão lucrar ainda mais com o Governo Melo.

Sebastião vem com seu mesmo projeto lá de 2011 quando começou a atacar os trabalhadores ao lado de Fortunati, só que agora com ele mais refinado e alinhado com os interesses de Bolsonaro e com a mesma falácia mentirosa de que é necessário cortar daqui e dali para que a passagem diminua. O que é uma grande mentira, porque a passagem tem aumentos todos os anos e quando há diminuição, essa diminuição não se dá porque os empresários decidiram lucrar menos, e sim porque o município tira o dinheiro que deveria ir pra saúde e educação e libera para os empresários em forma de subsídio, ao mesmo tempo em que isso não evita o aumento no próximo ano.

Chegam a ser absurdos os grandes malabarismos mentirosos dos quais Sebastião Mello e seu Secretário Luíz Fernando Záchia fazem para não admitir que seu único intuito é atacar os trabalhadores rodoviários e a população pobre para aumentar ainda mais os lucros dos empresários, enquanto a população sai lesada nesse processo com o corte de linhas, os cortes na saúde e na educação em prol dos grandes empresas.

As empresas de transporte privadas assim como a Carris precisam estar nas mãos dos trabalhadores rodoviários e também estar sob responsabilidade 100% estatal. Se o patrão está insatisfeito com seus lucros bilionários, ele que saia e que os trabalhadores que fazem a empresa funcionar dia e noite assumam o comando. Mas isso não se dará sem luta e sem a mobilização dos trabalhadores rodoviários. Os ataques de Melo só serão derrotados pela força dos rodoviários e de todas as categorias atacadas pelos nefastos planos de seu futuro governo reacionário e Ultraneoliberal.




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