VIOLÊNCIA POLICIAL

Mega operação policial no Alemão e na Penha: Moradores entre a pandemia, o medo e a morte

Enquanto o Rio de Janeiro bateu segundo recorde de mortes pelo coronavírus, os moradores do Complexo do Alemão e da comunidade da Penha foram surpreendidos por uma mega operação policial que resultou em horas intensas de tiros.

domingo 4 de abril| Edição do dia

Foto: Alliance/AP images/S

A cada dia que se passa a tendência no país é o agravamento dos números de óbitos pelo covid, no Rio de Janeiro, governado por Castro Alves e pelo prefeito Eduardo Paes, os moradores de favelas e bairros pobres seguem sendo as principais vítimas do coronavírus e da bala da polícia.

Castro Alves impõe medidas de restrições que ele mesmo não cumpre, como por exemplo, a festa de comemoração do seu aniversário, no dia seguinte depois dessa comemoração, os moradores do complexo da Maré foram reprimidos e violentados por uma ação policial, segundo os moradores, os policiais se utilizaram do lockdown como justificativa de repressão a todos os que eles viam pelas ruas, três pessoas morreram nesse dia.

Eduardo Paes, surfa na onda de figura política mais consciente e combatente ao coronavírus, ao mesmo tempo que os hospitais públicos de saúde no Rio de Janeiro seguem colapsados e a população carioca não chegou aos 10% de vacinados. Eduardo Paes, busca medidas ineficazes ao problema do vírus no Rio de Janeiro, pois muitos trabalhadores e jovens seguem expostos nos transportes públicos lotados, sem direito a isolamento e testes massivos e sem data indicada para a vacinação universal.

As operações policiais nas favelas escancaram a violência de Estado contra os moradores de favelas e bairros pobres, isso é parte do racismo estrutural do nosso país que cotidianamente gera medo e terror em várias partes do nosso país. No Complexo do Alemão o registro de números de contaminados pelo covid dobrou e do dia 23 de março para cá, noventa e quatro pessoas morreram de coronavírus, segundo informações do G1. Essas noventa e quatro pessoas poderiam estar vivas se o país estivesse voltado ao combate eficaz ao coronavírus.

O dinheiro gasto em horas e horas de trocas de tiros poderia ser invertido em compras de vacinas para imunização dos que necessitam. Porém, o Estado capitalista, administrado por Castro Alves, os empresários e outros políticos, tem objetivos contrários a preservação da vida dos mais pobres e os negros, claramente as ações policiais é a via de repressão e violência para a manutenção do racismo e disputa de controle e poder nos territórios cariocas.

É um verdadeiro absurdo que nesse cenário caótico de crise na saúde e na econômica os moradores de favelas e bairros pobres sejam expostos a bala do polícia. Basta de operações policiais nas favelas que no dia-a-dia representa a intensificação da violência e repressão contra os negros e os pobres.




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