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Conciliação de classes | Mantega, que elabora o programa de Lula, elogia gestão bolsonarista no BC e defende privatizações

Guido Mantega, ex-ministro da econonomia durante os governos Lula e Dilma, é um dos principais economistas ao lado do PT e parte de elaborar o programa econômico de Lula, elogiou a conduta liberal de Bolsonaro na administração do Banco Central (BC), presidido por Campos Neto. Um dos principais motivos é que Bolsonaro aprovou a autonomia o BC, uma forma de vincular as decisões da instituição, como o controle da taxa de juros, ao capital financeiro. Esses elogios nojentos a bolsonaristas e privatizações ocorreu durante um almoço com empresários, organizado pelo grupo Esfera Brasil.

quarta-feira 20 de abril | Edição do dia

Outro ponto defendido por Mantega foi o avanço de privatizações, citando em especial no setor siderúrgico. Seguindo na mesma linha, disse que o espancador de professores, Geraldo Alckmin, vice de Lula, terá um papel especial no eventual governo. Indicando o papel de ataques aos trabalhadores que Lula e Alckmin irão cumprir, tudo para atender os interesses de um punhado de empresários.

Além disso, Mantega afirmou que Lula faz um discurso duplo. Quando fala com sindicalistas, por exemplo, faz discursos indicando concessões que seu governo poderá fazer. Quando fala com empresários, traz garantias de atender seus interesses.

Leia também: Os rumos da chapa Lula/Alckmin e a crise do PSOL

Guido Mantega sentou com os empresários para apresentar o mesmo Lula de 2003, que em seu primeiro ano de governo aprovou uma reforma na previdência, um duro ataque aos trabalhadores. Isso tudo para provar aos empresários que não precisam se preocupar com delírios de um "Lula socialista", como afirmou o dono da Riachuelo, Flávio Rocha, de que o Brasil está dividido entre o "capitalismo de Bolsonaro e o socialismo de Lula". Deixou claro que Lula fará um governo de centro, governando para os empresários, privatizando e aprovando ataques, enquanto fará de tudo para conter a insatisfação das massas trabalhadoras.

A conciliação de classes presente no discurso de Lula está marcada nas palavras de Guido Mantega, mas fato é que não é possível derrotar a extrema-direita se aliando com Ackmin, quanto não é possível derrotar os ataques e privatizções se aliando com os capitalistas.




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