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Volta às aulas presenciais | Manipulação de dados: Governo Doria para de contar casos e mortes por Covid nas escolas

O Governo Doria não contabilizou nenhum caso confirmado ou morte por Covid nas escolas, desde o retorno inseguro das aulas presenciais sem restrições. Em maio, a Secretaria Estadual de Educação mudou a forma como contabiliza os casos para manter a falácia de um retorno seguro às escolas.

segunda-feira 30 de agosto | Edição do dia

Foto: Weber Sian / A Cidade

A pasta passou a divulgar de forma separada os casos registrados nas escolas, com classificações de prováveis e confirmados. Sendo classificado como provável os funcionários e alunos que apresentaram resultado positivo de teste do RT-PCR ou antígeno, mas que os dados não foram validados pela Secretaria de Saúde. Confirmados são aqueles que testam positivo e são validados pelo sistema de Saúde. Porém, desde então nenhum caso confirmado foi registrado no Simed.

A Secretaria informa que do dia 2 a 14 de agosto, foram registrados 1.288 casos "prováveis" de Covid nas escolas estaduais e particulares, dos quais 72,5% são alunos e 27,5% são trabalhadores.

Porém apenas dois boletins epidemiológicos foram publicados pela pasta, um em março e outro em maio, desde então a pasta não tornou pública mais nenhuma informação . O Simed foi criado em dezembro pela secretaria para preenchimento obrigatório pelas escolas particulares e estaduais, o sistema deve ser constantemente atualizado pelas instituições de ensino, como diz o decreto.

O último boletim divulgado trazia a informação de 39 mortes por coronavírus, sem especificar quantas eram alunos e quantos docentes, já que agora essa informação não é mais divulgada.

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Em agosto, o governo do estado de São Paulo retirou todas as restrições e as unidades foram autorizadas a atender todos os estudantes respeitando a distância de um metro e meio. A medida era defendida pelo secretário da Educação desde o ano passado.

Medida que só tem a favorecer os tubarões da educação , dos quais o governo de João Doria é aliado, o retorno integral como foi autorizado sem vacinação e sem teste massivos coloca toda a comunidade escolar em perigo de contaminação. Neste ano já houve aumento de 128% de desligamento por morte entre os profissionais da educação, enquanto nossa classe sofre as consequências da crise sanitária e econômica, os capitalistas seguem lucrando.

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