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24J | Manifestações contra Bolsonaro rechaçaram privatizações e exigiram vacinas

Milhares saíram às ruas no quinto dia dessa jornada de atos contra Bolsonaro trazendo o rechaço às privatizações e exigindo vacina no combate ao negacionismo do governo que já arrancou mais de meio milhão de vidas.

sábado 24 de julho | Edição do dia

No quinto ato da jornada contra Bolsonaro, foi possível ver a enorme força e disposição das ruas para lutar pelo Fora Bolsonaro. Os manifestantes repudiaram o avanço do desemprego, da fome, das privatizações - como a dos Correios e Eletrobrás - e exigiram vacinas para todos com maior agilidade. Os atos que percorreram até agora 118 cidades em 25 estados, sendo 26 capitais e o Distrito Federal, tiveram a participação de centrais sindicais, movimentos sociais ligados à luta por moradia, ao movimento estudantil, ao movimento negro e de mulheres. Também estiveram presentes partidos políticos de esquerda.

O PSDB, Solidariedade e o Cidadania chamaram os atos do 24J, mas o fazem para buscar uma melhor localização nas eleições de 2022, seus interesses são contrários aos dos trabalhadores, jovens e oprimidos. Não esquecemos do BolsoDoria e toda a privatização e sucateamento dos serviços públicos. Como reafirmou Marcelo Pablito “Não é com a direita que marcharemos neste 24J”.

Não podemos deixar que a força das ruas seja canalizada para os objetivos eleitorais do PT e para a saída institucional do impeachment que, além de colocar o general Mourão no lugar, depende de inúmeros acordos e rearranjos de forças dentro do Congresso, onde os trabalhadores, as mulheres, os negros, a juventude e os indígenas não tem nenhum controle. A manutenção de atos estritamente condicionados a política petista, isto é, o impeachment enquanto demanda principal, aspirações eleitoralistas por parte de suas direções e não construídos a partir da auto-organização, em locais de trabalho e estudo, já vêm mostrando seus limites. Como se fez notar nesse 24J, houve o inicio da diminuição do atos, apesar de ainda mostrar que existe uma vanguarda estendida disposta a ir para às ruas contra essa extrema-direita.

Bolsonaro sentiu o impacto da força das ruas e já costura novos acordos com o centrão para impedir que avance a proposta de impeachment, o que já vem sendo barrado por Arthur Lira, presidente do Senado.

Os correspondentes da Comunidade do Esquerda Diários estiveram nos atos compondo a luta contra Bolsonaro e Mourão e para dizer que a classe trabalhadora deve entrar em cena organizada através de uma greve geral. Uma forte greve geral, organizada pela base, com assembleias nos locais de trabalho e estudo, unificando os trabalhadores com a juventude e todos os setores oprimidos poderia criar as condições de derrubar Bolsonaro, Mourão, reverter todas as reformas anti-operárias e mudar as regras do jogo desse regime degradado através de uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana.

Isso também permitiria varrer todos os militares que foram colocados por Bolsonaro em diversos ministérios e cargos políticos onde protagonizam escândalos de corrupção com a verbas que poderiam ter sido investidas no combate à pandemia e evitado tantas mortes. É imprescindível retirar os militares do governo, pois foram a sustentação do golpe institucional em 2016 e são, atualmente, a sustentação de Bolsonaro e suas iniciativas golpistas, como ficou claro com a declaração do Ministro da Defesa Braga Netto ao insinuar a necessidade de golpe caso não houvesse voto impresso.

SÃO PAULO

Paulista

São Bernardo do Campo
A professora Maíra Machado denunciou que a agressão sofrida por Franciele, que teve seu rosto queimado por um ácido jogado pelo seu patrão, "é o retrato do país do Bolsonaro onde uma mulher foi morta a cada 6h no ano passado. E por isso a nossa organização tem que ser em unidade com as mulheres, negros, indígenas e os trabalhadores e não com partidos que deram um golpe contra a população."

Campinas

Sobre como seguir a luta, Vitória Camargo disse "É necessário que as centrais sindicais e a UNE organizem os trabalhadores e os estudantes pela base, para que possamos fazer uma greve geral, que efetivamente golpeie Bolsonaro mas não só. Não aceitamos um impeachment de Bolsonaro que deixe Mourão intacto, um general racista, saudosista da ditadura."

RIO DE JANEIRO
Milhares tomam as ruas da cidade do Rio de Janeiro, veja.

RECIFE
Confira aqui como foi o ato

PORTO ALEGRE

BELO HORIZONTE




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