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UFRGS | Mais de 2000 pessoas apoiam a matrícula integral dos 195 cotistas da UFRGS

Ontem, no dia 7 de junho, o Reitor Interventor bolsonarista, Carlos Bulhões, anunciou o desligamento de 195 estudantes cotistas da universidade. Isso, sobretudo no contexto da pandemia de covid-19 e dos cortes às universidades, que ocorrem desde o governo Dilma, agravando-se com o golpe de 2016 e com o governo Bolsonaro, representa um verdadeiro ataque à politica de cotas, conquistada através da luta histórica dos estudantes, do movimento negro e da classe trabalhadora.

terça-feira 8 de junho | Edição do dia

(Guilherme Santos /SUL 21)

Os estudantes indeferidos são em sua maioria cotistas de renda, oriundos das escolas públicas, mas também têm cotistas negros e PCDs que, absurdamente, para a reitoria, não provaram ser negros ou PCDs. Estes que já tiveram que furar o filtro social representado pelo vestibular, têm suas vagas retiradas por barreiras burocráticas. Essa burocracia acadêmica cria uma série de obstáculos para que estes estudantes entrem na universidade e comprovem que são cotistas, como por exemplo requisitar os documentos de ambos os pais dos estudantes e caso algum dos documentos não for apresentado, como por exemplo em casos de famílias monoparentais, a vaga desse estudante já não é garantida.

Nesse sentido, os estudantes do curso de Psicologia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul escreveram um abaixo assinado exigindo a matrícula integral de todos os estudantes que foram indeferidos. Nesse momento, são computadas mais de 2000 assinaturas contra a expulsão dos cotistas. Assinaturas que são desde estudantes de diversos cursos da universidade, até professores universitários e da rede pública de educação, terceirizados, estudantes de universidades privadas e de outras universidades públicas do resto do país como da USP, UFRJ, UFG e UFSC e diversos setores da classe trabalhadora que se indignaram com a expulsão arbitrária destes estudantes. Assine aqui o abaixo-assinado

Uma das demandas que constam no abaixo assinado é de que o DCE da UFRGS faça parte desta campanha, também junto com Centros e Diretórios acadêmicos, para se organizarem contra a decisão autocrática da reitoria bolsonarista. O número expressivo de 2000 pessoas que apoiam estas reivindicações demonstram uma disponibilidade dessa luta ser levada adiante, se levantado contra a reitoria interventora.

Está campanha deve ser levada a frente pois, em nota divulgada no site da UFRGS, a reitoria já coloca que no final do próximo semestre letivo, novas “expulsões” acontecerão. A posição da reitoria da UFRGS tem requintes de crueldade quando o cotista entra na universidade com a "matrícula precária” enquanto seus documentos são analisados, e no fim pode ser expulso da universidade após um longo período de análise, que muitas vezes chega a dois anos. Em 2020, cerca de 1 a cada 5 calouros da UFRGS tinha matrícula provisória, centenas de alunos que estão na universidade nesta modalidade de “vínculo” que desde 2016 é aplicada com regularidade.

Leia também: Contra a expulsão dos 195! Lutemos em defesa das cotas e por uma UFRGS a serviço dos trabalhadores




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