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Precarização do trabalho | Mais de 2 mil vigilantes terceirizados estão em greve no DF contra atraso de salários

Cerca de 2,7 mil vigilantes da área da saúde do DF estão sem receber o salário deste mês. Por isso, mais de 2 mil trabalhadores estão em greve desde quarta.

Caio Rosa Estudante de Relações Internacionais na UnB

sexta-feira 12 de novembro | Edição do dia

O Sindicato dos Vigilantes do Distrito Federal (Sindesv-DF) começou, nesta quarta-feira (10/11), uma greve por falta de pagamento deste mês desde o quinto dia útil a 2,7 mil funcionários. Os trabalhadores são terceirizados das empresas Aval, Ipanema, Brasília e Visan. Elas são responsáveis por prestar serviços à Secretaria de Saúde (SES-DF).

São esses vigilantes que garantem a segurança do trabalho dos profissionais da saúde, linha de frente em diversos hospitais regionais, como o de Sobradinho, Guará, Ceilândia, Samambaia, Brazlândia, o Materno Infantil de Brasília (Hmib), a Farmácia de Alto Custo e tantos outros.

A patronal atrasa os salários, ameaçando deixar as famílias desses trabalhadores sem comida na mesa; enquanto isso, elas fazem lucros exorbitantes em cima do trabalho precário e tercerizado. Mas claro, isso ocorre com ampla conivência do GDF do reacionário Ibaneis, que mantém contrato com a empresa, sempre garantindo seus lucros, assim como faz com a BRA Serviços, empresa terceirizada que atrasou mais de uma vez esse ano o salário dos terceirizados da limpeza hospital - esses que arrancaram na luta, hoje, o pagamento de seus salários.

Os recorrentes atrasos de salários, a precarização do trabalho, a fome e o desemprego são a realidade de uma esmagadora maioria da classe trabalhadora e do povo pobre brasileiro, fruto dos ataques de Bolsonaro, dos militares e de todo o conjunto desse regime político podre, como o multimilionário Ibaneis. Nesse sentido, a greve dos vigilantes terceirizados e das terceirizadas da limpeza mostra o caminho, de que para derrotar os ataques é preciso lutar! Está na hora das centrais sindicais unificarem a luta dos vigilantes em greve desde quarta, a dos povos indígenas no acampamento Levante pela Democracia, e todos os focos de resistência no país, organizando um plano de lutas nacionais contra Bolsonaro, Mourão e todos os ataques. Nesse caminho, é fundamental levantar, inclusive, demandas necessárias como a efetivação de todos os terceirizados sem necessidade de concurso público, bem como a repartição das horas e postos de trabalho entre empregados e desempregados, com reajuste salarial de acordo com a inflação.




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