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CORONAVÍRUS

Mais de 1000 casos de COVID-19 em 24h no RS, fruto da reabertura assassina de Leite

Com a reabertura econômica do governo Leite, o Rio Grande do Sul registrou nesta quinta (28) 1.186 casos de Coronavírus em 24h, chegando a ter 8234 ao todo no Estado. O salto de casos desde o decreto do governo é assombroso.

sexta-feira 29 de maio| Edição do dia

O Estado do Rio Grande do Sul contabilizou nesta quinta (28) mais 1.186 casos confirmados de coronavírus Ao todo, o Estado já soma 8.234 infectados pela doença. O cenário já era preocupante antes mesmo do governador Eduardo Leite (PSDB) flexibilizar a abertura do comercio com o decreto do "Distanciamento Controlado", que permite a abertura de serviços não essenciais. Agora a um pouco mais de 2 semanas do decreto, o número de casos da doença deu um salto assustador: o número que antes era de 2.576 passou para absurdos 8.234 com 213 mortes, mostrando como de "controlado" esse plano não tem nada.

A mídia criminosamente mascara a situação do Estado: a RBS e a Zero Hora usam seu espaço para espalhar notícias de que no Rio Grande do Sul a situação da Covid-19 "não é tão alarmante" como no resto do país. Na verdade, encobrem o fator de subnotificação existente que faz parte da política de Estado de Eduardo Leite para justificar a reabertura do comércio e continuar implementando o "Distanciamento Controlado".

No final das contas, o projeto de “Distanciamento Controlado” não assegura nenhum controle sobre o distanciamento, e é uma verdadeira receita para o desastre na medida que joga a população trabalhadora para o risco de ser infectada enquanto não garante o mínimo como testes massivos para a população, EPIs nos locais de trabalho e investimentos no sistema publico de saúde (que está perto de entrar em colapso) em meio a uma pandemia . Até que isso seja feito, vamos contabilizando mais corpos de pessoas que pagarão com as suas vidas pela medida “inovadora” de Eduardo Leite, que é aplicada pela pressão do empresariado que não se importa em passar por cima da vida dos trabalhadores para manterem seus lucros exorbitantes em meio a crise.

Precisamos urgentemente de testes massivos para todos para quebrar essa política de subnotificação e saber quem está infectado para que se possa fazer um distanciamento racional. Além disso, é preciso mais investimentos em saúde pública e a estatização da rede privada sob gestão pública dos trabalhadores da saúde, que são os que estão na linha de frente no combate a pandemia. Precisamos da contratação imediata de todos os profissionais e estudantes da saúde desempregados. E para além disso, garantir que todo trabalhador do grupo de risco possa ficar em casa com 100% do seu salário, proibindo as demissões e garantindo uma renda mínima de 2 mil reais para todo trabalhador para que não tenha que pagar com a sua vida pela crise.




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