Sociedade

ABUSO SEXUAL

Maíra Machado: "Fundador das Casas Bahia, lucrou com suor de trabalhador e também com pedofilia"

Reproduzimos aqui a declaração de Maíra Machado, professora e militante do movimento Nossa Classe e do grupo de mulheres Pão e Rosas, sobre os escandalosos crimes sexuais cometidos pela família fundadora das Casas Bahia divulgadas nesta semana.

sexta-feira 16 de abril| Edição do dia

“Ontem vieram à tona as informações de que o fundador das Casas Bahia, o empresário Samuel Klein, durante décadas recrutou crianças e adolescentes para a prática de exploração e abuso sexual dentro das lojas em diversas partes do país.

Eram crianças de apenas 9 até adolescentes de 17 anos que estiveram nas garras do empresário, sendo abusados em suas lojas e festas particulares em seus imóveis, com a presença de outros empresários e elite brasileira.

Não bastasse isso, para calar as famílias das vítimas, Samuel Klein dava cestas básicas, dinheiros e produtos das Casas Bahia. É repugnante que, se valendo da pobreza e necessidade de milhares de famílias pelo país, o empresário multibilionário se aproveitasse disso para abusar sexualmente de crianças.

Samuel morreu em 2014 e não pode mais responder por seus absurdos e asquerosos crimes. Mas passa a herança pro seu filho, Saul Klein,não só de rios de dinheiro, mas também de acusações, com denúncias de aliciamento e estupro de mais de 30 mulheres e é investigado pelo Ministério Público por isso.

O mal não é só de família. É do capitalismo. Temos aqui esse caso, em que o fundador das Casas Bahia lucrou com o suor de trabalhador e também com pedofilia, mas é isso o que grandes empresas fazem no sistema capitalista que vivemos: como se não bastasse lucrar bilhões em base à exploração da massa de trabalhadores que recebe salários de miséria e trabalha em péssimas condições, muitas vezes comete atrocidades como essas, explorando e abusando de crianças, adolescentes e mulheres, lucrando também com o mercado sexual.

É preciso denunciar cada um desses absurdos, buscando responder à altura e vingar cada uma das vítimas, se organizando contra o capitalismo que nos suga o sangue e suor, explorando nossos corpos, mentes e vidas”.




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