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1M | Maíra Machado: “É preciso batalhar por uma política de independência de classe para derrotar o governo Bolsonaro através da luta”

Confira a intervenção de Maíra Machado, Professora da rede estadual e dirigente do MRT no ato do 1º de maio convocado pela CSP-Conlutas e pelo Polo Socialista Revolucionário (PSR).

segunda-feira 2 de maio | Edição do dia

Maira Machado, professora da rede estadual em Santo André e dirigente do MRT, esteve presente no ato do 1º de maio convocado pela CSP-Conlutas e pelo Polo Socialista Revolucionário (PSR). No carro de som, falou aos participantes, ressaltando em primeiro lugar o elemento fundamental para a convocação do ato: batalhar por uma política de independência de classe para derrotar o governo Bolsonaro através da luta.

Disse que, ao contrário do que aponta o PT, ao se aliar a Geraldo Alckmin – ex-governador de São Paulo então pelo PSDB, autor de grandes ataques à classe trabalhadora –, nós trabalhadores precisamos confiar somente em nossas forças. Aponta o grande problema que é, neste momento em que os trabalhadores estão sentindo profundamente os ataques da direita e as consequências da inflação, da retirada de direitos e da destruição dos serviços públicos, a CUT e a CTB se aliarem com a direita clássica de nosso país. Alckmin não só destruiu direitos históricos e reprimiu como apoiou o golpe institucional de 2016, que serviu para abrir espaço para aprofundar o avanço dessa política. E diz que não podemos aceitar essa conciliação.

Denunciou Lula que, no evento com o PSOL do dia 30 de abril, ontem, falou abertamente como traiu a greve de 1980 contra a Ditadura Militar, um dos maiores acensos da classe trabalhadora brasileira, pois acreditava que o único caminho era a greve ser derrotada para fazer um acordo com o regime. Que negociou com Teotonio Vilela, político da Ditadura Militar da UDN e do Arena, o fim da greve.

Maíra ressaltou que essa é a mesma lógica política que está impressa na aliança de Lula com Alckmin hoje, que ajudou a fortalecer a extrema-direita e a bancada evangélica. E que por tudo isso o MRT está propondo uma atuação do Polo Socialista Revolucionário nas próximas eleições presidenciais, com um programa operário e de independência de classe para ser uma alternativa a Lula para os trabalhadores e todos os oprimidos. Assim, remarcou a indicação pelo MRT de seu nome como vice na chapa do Polo para as eleições ao governo do estado de São Paulo, com parte da necessidade de se construir amplamente o PSR em torno da unidade para derrotar de fato o Bolsonaro e a extrema-direita com a força da luta.

Encerrou sua intervenção evocando que sejam os capitalistas a pagar pela crise que criaram, sob aplausos de todos.




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