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Perseguição política pelo Judiciário | Maíra Machado: "Abaixo a condenação do ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de SJC!"

A Justiça Federal condenou o ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região, Antônio Ferreira de Barros (Macapá), em clara perseguição política a um dirigente sindical por ter feito mobilizações de trabalhadores. Isso comprova que o fortalecimento do judiciário se volta contra os trabalhadores. O Esquerda Diário conversou com Maíra Machado, professora da rede estadual no ABC Paulista e dirigente do Movimento Revolucionário de Trabalhadores (MRT), para levantar uma ampla campanha democrática pela anulação da condenação.

segunda-feira 16 de agosto | Edição do dia

Na última sexta, 13 de Agosto, a 3ª Vara Federal de São José dos Campos condenou o ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos, Antônio Macapá, por “crime de desobediência”, num suposto “descumprimento” de uma decisão judicial que impedia a ocupação da Rodovia Presidente Dutra durante mobilizações operárias. Macapá foi condenado arbitrariamente a 16 dias de detenção por defender, enquanto era presidente do Sindicato, o emprego dos trabalhadores da General Motors em agosto de 2015, em uma greve que paralisou a produção da montadora contra o corte de 798 empregados.

Antônio Macapá atua no Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos e Região desde 2009 e foi presidente da entidade por dois mandatos, é militante do Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU), também é membro da direção da central sindical CSP-Conlutas no Vale do Paraíba e no Estado de São Paulo.

“É uma medida totalmente arbitrária do Judiciário contra Macapá, um dirigente sindical, a gente não pode aceitar, e é por isso que chamamos uma ampla campanha democrática pela anulação da condenação”, disse Maíra Machado. “Essa ação se coloca contra uma luta justa em defesa dos empregos impõe um interdito proibitório contra a entidade sindical, o que comprova que o fortalecimento do judiciário se volta contra os trabalhadores, agride diretamente o direito de greve e organização dos trabalhadores. E estamos vendo isso desde o golpe institucional de 2016, com o impeachment de Dilma, a prisão e proscrição de Lula em 2018, com o TSE sequestrando votos pela via da biometria”.

“Bolsonaro, Mourão, Judiciário e Congresso estão nos atacando, recentemente com a privatização dos Correios e a MP 1045, que eles e a grande mídia chamam de ‘mini’ reforma trabalhista, mas a gente sabe que é para aprofundar a precarização do trabalho e para fazer com que sejam os trabalhadores e o povo pobre a pagar pela crise que os capitalistas criaram. Nos atacam e nos perseguem para minar nossa organização e nossa luta. Nós vimos e fizemos campanha contra a condenação arbitrária do ativista Paulo Galo, Biu e Thiago, o que os tornou réus em 3 crimes e ainda prendeu Géssica, companheira de Galo, que estava em sua casa no momento da ação que ateou fogo na estátua do Borba Gato, um bandeirante racista, assassino de indígenas, negros e escravizados. Essa arbitrariedade do Judiciário também se mantém com a revisão da Lei De Segurança Nacional da ditadura pelo Congresso, que mantém na legislação a permissão da perseguição política”, também disse Maíra.

Não vamos aceitar! Abaixo a condenação do ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos! Vamos colocar de pé a mais ampla campanha democrática pela anulação da condenação. Nós do MRT entramos em contato com a Direção Nacional do PSTU para nos colocar à disposição com o Esquerda Diário para essa campanha”.

Veja também: "Vamos fazer uma forte campanha contra a condenação de Macapá”, diz Zé Maria do PSTU

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