Sociedade

CRISE NO AMAPÁ

Maior chuva do ano e três semanas de apagão no Amapá mostram a situação de abandono do estado

Já são 21 dias do apagão que deixou a população do Amapá no escuro e enfrentando toda série de dificuldades. Neste domingo uma forte chuva, a maior do ano, atingiu o estado causando enchentes e alagamentos. O projeto do golpe institucional desconta nas costas dos trabalhadores o custo da crise capitalista.

segunda-feira 23 de novembro de 2020| Edição do dia

Foto: Ugor Feio/G1

Neste domingo uma forte chuva no Estado, a maior de 2020, deixou diversas casas e regiões alagadas. São centenas de relatos de moradores sobre a situação calamitosa dos últimos dias. O forte calor da região trouxe relatos de pais que passavam a noite em claro abanando os filhos afastando os insetos. A falta de abastecimento de comida, a impossibilidade de conservação e refrigeração deixou a população passando fome. A covid-19, que já vitimou quase 800 pessoas no estado, se somou a falta de medicamentos causado pelo apagão. Foram dezenas de protestos que foram duramente reprimidos pela PM.

O governo de Waldez Goés, do PDT foi responsável pelo descaso com a situação da população no Amapá, onde diante do rodízio de energia priorizou os bairros ocupados pelas elites, enquanto mandava sua polícia reprimir os mais pobres.

Saiba mais: Caos no Amapá: PDT de Góes e Ciro Gomes também é responsável

A Isolux, empresa privada que de 2008 até 2019 controlava o fornecimento de energia do estado, em 2019 assumiu o grupo espanhol Gemini Energy que informou em abril a Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) sobre os riscos de falha de fornecimento para se eximir da responsabilidade de falta de energia em meio a pandemia em aceleração no país. O ofício da empresa encaminhado à Aneel é claro: “notificar preocupação e resguardar o direito da concessionária em relação a possíveis efeitos, inclusive penalidades e/ou redução de receitas, decorrentes de eventos que não sejam possíveis evitar ou impedir, e que causem eventuais falhas e/ou atrasos na prestação do serviço público.” Ou seja, a empresa ciente dos problemas lavou as mãos. A explosão de dois transformadores e um em manutenção deixou a população do Amapá entregue à própria sorte.

Veja aqui: Empresa privada de energia é responsável pelo apagão em todo o Amapá

O governo federal, ciente do problema, e avançando nos processos de privatização não apenas fez vista grossa a situação, mas deixou a população sem nenhum amparo. Bolsonaro visitou o estado 19 dias depois do início do apagão para inaugurar os novos geradores. Sob vaias e críticas fez falsas promessas de que todo o problema estava resolvido No entanto hoje, houve novos apagões e curtos circuitos e o rodízio foi retomado.

Além dessa situação caótica, uma forte chuva atingiu o estado deixando várias casas alagadas. O alagamento foi causado por obstrução causada por excesso de madeiras que levou o canal do Beirol a transbordar. Mais uma prova do descaso do governo diante da situação. Dezenas de moradores relataram o desespero com a perda de eletrodoméstico e moveis, além dos danos à saúde.

Bolsonaro, Guedes e Alcolumbre acordaram uma MP para fazer com que o povo pague mais na tarifa de energia elétrica, ao invés de responsabilizar a empresa de capital espanhol Gemini Energy pelo estrago que foi causado. Para eles o lucro das empresas privadas vale mais que a vida da população. Bolsonaro, Waldez Góes e Germini Energy são responsáveis por todo o caos instalado no Amapá.

Veja aqui: Governo Bolsonaro quer que população brasileira pague por erro da Gemini Energia no Amapá




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