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MP nega o termo "estupro culposo", mas segue inocentando estuprador de Mari Ferrer

Na última terça-feira (03), o Ministério Público (MP) de Santa Catarina disse em nota que o promotor de Justiça Thiago Carriço não utilizou o termo “estupro culposo” para inocentar o empresário André de Camargo Aranha do estupro de Mariana Ferrer.

quarta-feira 4 de novembro| Edição do dia

O termo “estupro culposo” foi utilizado pelo The Intercept para exemplificar o que havia corrido nos autos do processo e como estava configurado o processo que inocentava o empresário do estupro, foi utilizado pois o promotor Thiago Carriço diz em seu processo que o réu André de Camargo Aranha não tido tido a intenção de cometer o crime, que não havia com comprovar que Mariana não havia concentido com o “ato sexual”.

O desenvolver das investigações e inclusive essa declaração do MP mostram claramente o caráter arbitrário da justiça, primeiro por todas as negligências com o caso desde a denúncia e no desenvolver do processo, depois permitindo que Mariana fosse humilhada e exposta durante o julgamento, como mostra vídeo divulgado também pelo The Intercept e que circulou pelas redes sociais e por último com essa declaração que fala de termos mas não discute a decisão judicial em base a não poder comprovar que Mariana não havia consentido com o ato, mesmo ela tendo dito, mesmo tendo sendo ouvido vários depoimentos que comprovam que a moça estava desnorteada, mesmo ela sendo virgem e tendo sido violada.

Ao inocentar Aranha considerando que ele não teve dolo, ou seja não teve a intenção, de estuprar Mariana a justiça dificulta ainda mais que casos de estupro sejam de fato julgados, a justiça segue punindo as vítimas e favorecendo a opressão contra a mulher que a cada dia atinge índices altíssimos, isso sem contar os casos não justificados.

Somente a mobilização pode impor justiça para Mari Ferrer. Todos a os atos que ocorrerão no próximo dia 08/11 e a mobilização nas redes por #JusticaParaMariFerrer.

Veja também: Impor justiça para Mari Ferrer com a força da nossa mobilização! Abaixo o autoritarismo machista do judiciário!




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