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SAÚDE PÚBLICA DE MG

MG: trabalhadoras do João XXIII paralisam para continuarem salvando vidas

Neste momento o atendimento do hospital João XXIII está paralisado em protesto dos trabalhadores contra o descaso com os e as enfermeiras, que estão "no front de batalha", em contato direto com infectados, e não têm direito à licença remunerada quando são do grupo de risco nem à gratificação que apenas médicos vão receber.

quarta-feira 15 de abril| Edição do dia

Foto: O Tempo

Romeu Zema insiste em não valorizar as heroínas e heróis da classe trabalhadora que estão mais na linha de frente do combate à pandemia de coronavírus. Enfermeiros e enfermeiras do hospital João XXIII - que vem enfrentando os ataques de Zema à longa data, tendo encarado uma greve de mais de 70 dias no início deste ano contra a precarização do trabalho da saúde pública - estão paralisando o atendimento do hospital, um dos mais importantes do estado, neste momento, reivindicando plenos direitos para poder salvar vidas.

Dentre estes profissionais, os que são do grupo de risco não têm tido direito à licença remunerada para não se exporem à contaminação por coronavírus correndo o sério risco de perderem suas vidas. Não bastasse, o governo de Zema, capacho de Bolsonaro que flexibiliza a quarentena no estado para obedecer ao presidente negacionista, os nega uma gratificação. Apenas médicos da rede Fhemig vão recebê-la, devido a uma defasagem anterior na remuneração desses profissionais.

A página do facebook do sindicato fez uma publicação para divulgar a ação:

"Tomando os devidos cuidados de não aglomerar e com máscara, os profissionais do Hospital João XXIII PARALISAM o atendimento em protesto contra as medidas do Governo de Minas usa com os trabalhadores dos hospitais durante a pandemia, colocado em ricos os trabalhadores. Exemplo disso foi o decreto que define uma gratificação apenas para médicos, deixando de lado os outros profissionais. Em protesto também contra a obrigatoriedade dos servidores que são do grupo de risco em trabalhar mesmo com risco de contágio. Os trabalhadores hoje correm mais risco nas unidades que fora delas."

Apoiamos a luta dos trabalhares da saúde para que possam salvar vidas!




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