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ENEM 2021 | MEC não isenta faltosos de 2020 e ENEM 2021 tem o menor número de inscritos em 13 anos

Sem isenção do pagamento da inscrição para quem faltou à prova de 2020, 4 milhões de pessoas se inscreveram esse ano. Uma queda de 44%, segundo o Ministério da Educação, comparado ao ano passado.

quinta-feira 15 de julho | Edição do dia

Esta será a menor edição em 13 anos. Só em 2008, antes do Enem ser transformado em vestibular nacional, houve menos inscritos do que neste ano. No Enem 2020, realizado em meio à pandemia, houve abstenção recorde e mais de 50% dos 5,8 milhões de inscritos faltou.

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A queda impacta na exclusão dos estudantes mais pobres sem condições de pagar a taxa de inscrição. A prova é a principal porta de entrada para o ensino superior público e critério de acesso a bolsas do ProUni e contratos do Fies. Candidatos faltaram na última edição por estarem com medo de serem contaminados, contato com doentes ou com suspeita, além de casos de quem desistiu da prova não se sentir preparado. Também houve casos em que candidatos foram barrados de fazer a prova devido a salas superlotadas.

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O governo Bolsonaro, através do Ministério da Educação, conseguiu na Justiça manter o veto de isenção a faltosos, embora houvesse uma tentativa por meio da Defensoria Pública e também por projeto de lei na Câmara dos Deputados de garantir essa isenção. A taxa de inscrição pode ser paga até o dia 19 de julho — sendo assim, o número final de participantes poderá ser ainda menor.

Essa exclusão forçada, que atinge principalmente os filhos da classe trabalhadora que não têm condição de pagar R$85,00 para fazer uma prova, ainda é vista com bons olhos por parte do governo. Nos bastidores do MEC essa quebra no volume de inscrições foi tratada com alívio financeiro. Com menos inscritos, a aplicação sairá mais barata por reduzir gastos. A equipe do ministro da Educação, pastor Milton Ribeiro, poderia estender o prazo de inscrições mas preferiu encerrar o processo na noite de quarta-feira (14/07). Milton Ribeiro também planejava adiar a aplicação do exame esse ano por, entre outras coisas, falta de recursos. Equipe técnica do Inep já trabalhava com o plano de fazer a prova só em janeiro, mas o pastor ministro voltou atrás.

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