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MEC de Bolsonaro indica religiosa do Escola sem Partido para coordenar material didático

Sandra Ramos, professora da federal do Piauí, foi a candidata bolsonarista nas últimas eleições à reitoria. Ela defende absurdos como a censura às culturas africana e indígena, aos debates de gênero e sexualidade e às menções aos crimes da ditadura. Um ataque brutal aos professores de todo o ensino básico.

quinta-feira 4 de março| Edição do dia

Foto: Lucas Dias/GP1

O Ministério da Educação pretende nomear Sandra Ramos, professora da UFPI (Universidade Federal do Piauí), como coordenadora da pasta de materiais didáticos, que define os livros e apostilas enviados para as escolas de todo o país, e tem, portanto, um peso central na definição dos conteúdos abordados em sala de aula. Sandra é uma evangélica conservadora alinhada com o super obscurantista “Escola sem Partido”. A nomeação foi celebrada pelo secretário de Alfabetização Carlos Nadalim, aluno de Olavo de Carvalho e responsável pela supressão do compromisso com a não-violência contra as mulheres no edital do PNLD, o Programa Nacional de Livros Didáticos.

Ramos foi candidata à reitoria da UFPI nas últimas eleições, lambendo as botas do governo Bolsonaro como linha de campanha. Entre os absurdos reacionários que apoia, estão a supressão racista das temáticas africanas e indígenas, o silêncio quanto aos debates de gênero e sexualidade, e a retirada de menções aos crimes da ditadura militar, além do ataque à teoria da evolução das espécies. Será um prato cheio para os ruralistas que querem esconder da juventude a devastação que levam adiante no interior do país.

Trata-se de um projeto de censura e idiotização do ensino básico, que com certeza não acabou com a saída de Weintraub. Os militares na direção do MEC vem causando tanto estragos quanto os “olavistas”, uma prova de que não existe setor "menos ruim" no poder. Milton Ribeiro aceitou a indicação de Sandra Ramos por esta ser religiosa e inclusive mantém outra conservadora evangélica, Inez Augusto Borges, como assessora especial do MEC.

Esse é o ministério que está levando adiante perseguições políticas contra professores que fazem críticas a Bolsonaro, e que despendeu só em torno de 6% dos recursos livres disponíveis para a educação básica. Sobram recursos para a compra de leite condensado e para os churrascos da cúpula militar, enquanto a educação básica e superior é estrangulada.

Contra o conservadorismo doentio de Sandra Ramos e Damares Alves, confira: O patriarcado não vai cair sozinho, nós temos que derrubá-lo

É urgente que as entidades estudantis como a UBES e a UNE, assim como as centrais sindicais CUT e CTB, rompam sua paralisia e mobilizem estudantes junto com trabalhadores para construir a força capaz de derrotar Bolsonaro, Mourão e o conjunto do regime golpista em que nos encontramos, lutando por um plano emergencial de grandes proporções para combater a pandemia que está varrendo o país, retirando a vida de milhares diariamente.




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