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#ocupaCCBBresiste | Luta por moradia no DF: que as centrais sindicais unifiquem todas as lutas!

O despejo arbitrário da ocupação da CCBB escancara a violência, o desprezo e o racismo do milionário Ibaneis que governa o DF. A luta por moradia digna se mostra mais do que nunca como algo que deve ser unificada às lutas em curso no país, por isso chamamos as organizações de esquerda e independentes do PT a exigir que as centrais sindicais saiam de sua paralisia e organizem um plano nacional de lutas ligando os combates da classe trabalhadora contra o regime de golpe em curso.

Cris LibertadProfessora da rede estadual em Anápolis - GO.

sábado 17 de abril | Edição do dia

Com uma média de 4 mil mortes por covid-19 todos os dias no Brasil, doentes sendo intubados sem sedação, milhares de municípios com alerta de falta de oxigênio, desemprego e fome, a preocupação do milionário Ibaneis, que vive na mansão mais cara do DF e é o cabeça do GDF, consiste em despejar famílias, em sua maioria chefiadas por mulheres negras de uma ocupação próxima ao CCBB. A ação arbitrária empreendida pela polícia violenta de Ibaneis, derrubou uma escola e barracões em cima de pessoas, em um caráter higienista e racista, na capital do país que encerra em si um apartheid social em que uma casta quer fechar os olhos para o caos existente que tem por culpados, não apenas Ibaneis, mas Bolsonaro, Mourão, STF, militares e esse regime golpista de conjunto. Ontem, centenas de moradores de acampamentos e ocupações pelo DF, junto com organizações de esquerda e movimentos sociais fizeram um ato na capital.

Saiba mais: Centenas marcham em ato contra despejos racistas de Ibaneis no DF

Além da resistência dos ocupantes da CCBB, estão em curso várias lutas pelo país, como as lutas das e dos trabalhadoras da Suntech, Bluetech e 3C, empresas terceirizadas da LG, em greve desde terça-feira contra as demissões após essas empresas imperialistas lucrarem de forma exorbitante durante a pandemia; os rodoviários em todo o país; a luta das trabalhadoras da saúde em Belo Horizonte; a greve do Metrô no DF, que tem indicativo para segunda. Contudo, esses exemplos só sinalizam o quanto é fundamental que esses combates se deem de forma organizada e unificada. Aqui reside o papel que as centrais sindicais, como a CUT e a CTB, que são dirigidas pelo PT e o PCdoB respectivamente, deveriam estar empenhando nesse momento crítico e em que os trabalhadores saem em mobilizações para enfrentar tantos ataques. Como centrais que reúnem milhões de trabalhadores, deveriam sair da imobilidade em que se encontram e organizar um plano de luta nacional partindo da mobilização dos setores de transporte no próximo dia 20 de abril, chamando para lutarem junto aqueles que vêm sendo atacados com demissões em plena pandemia ou expulsos de suas moradias neste mesmo contexto.

EDITORIAL MRT: Unificar os focos de resistência: que as centrais sindicais construam um dia nacional de lutas no 20 de abril

Um dia de luta nacional, que unifique todas as resistências em curso, tem possibilidade de impactar na conjuntura nacional a favor de toda a classe trabalhadora, das mulheres, negros e demais setores oprimidos. As centrais devem atuar sem confiança no Judiciário golpista que é um dos setores responsáveis pela crise que estamos vivendo e a permissividade para que esta seja todos os dias descarregada nas costas dos trabalhadores. Não são ações judiciais que poderão barrar as inúmeras desocupações, demissões e fechamentos. Por isso é fundamental que as organizações de esquerda, independentes do PT, como a CSP-Conlutas e a Intersindical exijam que as centrais rompam com sua política de dividir a luta dos trabalhadores dos transportes, negociar e entregar direitos da classe trabalhadora, esperando 2022 para derrotar Bolsonaro através das eleições como a CUT e a CTB apostam após a possível reabilitação dos direitos políticos de Lula.

Que a luta dos ocupantes da CCBB seja endossada pelas centrais sindicais que atuem no sentido de mobilização e luta unificada - sem confiança em setores golpistas ou esperar passivamente 2022. Para que através de organizações operárias sejam estruturadas e fortalecidas comissões independentes de higiene e saúde,
por cada local de trabalho, que as demissões sejam proibidas, que os problemas de moradia sejam solucionados - indo contra os interesses de milionários donos de imobiliárias como Ibaneis e contra todas e quaisquer especulações que tornam inviáveis às pessoas terem uma moradia digna e garantia de um isolamento aos doentes -, para que os serviços não essenciais sejam de fato, paralisados e haja maior contratação nos setores de transporte e saúde. Que as indústrias sejam reconvertidas, para a produção voltada para o combate à pandemia. Para que a crise seja paga pelos capitalistas.

Nós do Movimento Revolucionário de Trabalhadores impulsionamos o Esquerda Diário, o Grupo de Mulheres Pão e Rosas, integramos uma Rede Internacional de Diários militantes, unida pela Fração Trotskista, que vem atuando ultimamente nos principais processos de luta de classes, como nos EUA, Argentina, França e outros. No Brasil atuamos no sentido de trazer à tona as lições estratégicas desses processos a serviço de enfrentar Bolsonaro, Mourão, os militares e todos os golpistas. Por isso, chamamos os trabalhadores e a juventude à luta por uma Assembleia Constituinte, Livre e Soberana, atuando de conjunto, contra a Lei de Segurança Nacional, essa herança maldita da ditadura militar que vem sendo acionada contra os trabalhadores e aos inimigos desse regime podre que Ibaneis, Bolsonaro, Mourão e os demais setores conduzem. A fim de que seja a população a decidir os rumos de enfrentamento da crise sanitária e econômica.




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