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Reforma Trabalhista | Lorenzoni quer "minireforma trabalhista” para precarizar ainda mais trabalhadores uberizados

A proposta é inspirada no MEI (Micro Empreendedor Individual) que recolherá impostos no já apertado orçamento sem direito algum de entregadores da Ifood, Uber eats, Rappi por exemplo. Seria o MED (Micro Empreendedor Digital).

quinta-feira 12 de agosto | Edição do dia

Foto: Pedro Ladeira/Folhapress

Com o mesmo discurso que levou à reforma trabalhista que retirou direitos mas não gerou empregos, Onyx Lorenzoni aplica o mesmo engodo ao afirmar que não adianta muitos direitos e poucos empregos. Pretende aprovar junto com a MP 1045 uma “minireforma trabalhista” que regulamentaria trabalhadores de aplicativos.

A MP 1045 renova a MP 936 criada por Bolsonaro para autorizar os patrões a reduzirem salários e suspenderem contratos de trabalho impunemente durante a pandemia. Agora a Câmara transforma em regra o que foi vendido como exceção em 2020. A proposta vende mais uma vez a ilusão de que a retirada de direitos e a criação de vagas que pagarão a metade do salário mínimo servirá para o estímulo da geração de emprego. Um passo a mais e volta o trabalho escravo para gerar emprego?

É preciso se apoiar na força e no exemplo dos trabalhadores dos Correios, dos 700 da MRV em greve há um mês, nos metroviários de SP, nos trabalhadores da educação e tantas outras categorias que deram fortes demonstrações de disposição de luta no último período. Não se pode esperar 2022, que as grandes centrais como CUT e CTB chamem assembleias em todas as categorias que dirigem e organizem uma greve geral para parar o país.

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