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AUXÍLIO EMERGENCIAL | Linha da pobreza chega a 12,8%: por um auxílio emergencial de pelo menos um salário mínimo

Enquanto 27 milhões de brasileiros estão na linha da pobreza, Bolsonaro, os governadores, Congresso e STF defendem um auxílio emergencial de R$150, escancarando que sua política vira as costas para os trabalhadores e o povo pobre.

Lara ZaramellaEstudante | Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas da Universidade de São Paulo

sexta-feira 9 de abril | Edição do dia

Imagem: Sergio Lima - Getty Images

Nesta semana foi divulgada uma pesquisa feita pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) que aponta que 27 milhões de pessoas vivem abaixo da linha da pobreza no Brasil. Em agosto de 2020 eram 9,5 milhões de brasileiros nesta situação. Em fevereiro esse número triplicou, chegando a 27 milhões, o que corresponde a 12,8% da população do país.

A pesquisa também aponta que muitas famílias sobrevivem hoje com apenas R$246 por mês, similar ao absurdo valor do atual auxílio emergencial, demonstrando que Bolsonaro começa a pagar um valor miserável que mantém milhões na linha da pobreza.

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Hoje a situação no país vem piorando, tanto devido ao aumento do desemprego, das mortes por Covid-19, mas também pela fome, causada pela inflação e a enorme alta no preço dos alimentos, que faz com que metade da população possua algum grau de insegurança alimentar.

Essa situação e combinação de pandemia, desemprego e fome é responsabilidade das políticas públicas dos governos parte deste regime do golpe institucional. Bolsonaro e seus aliados da direita e do centrão, assim como instituições como o STF e os militares, defendem um auxílio emergencial de miséria, implementaram e seguem aprovando cortes nos direitos dos trabalhadores, aprovando reformas e ataques, priorizando salvar os lucros dos empresários em meio à crise, e destinando milhares à morte pela Covid, milhões ao desemprego e à pobreza.

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Enquanto banqueiros e empresários têm fortunas bilionárias, os governos defendem um auxílio emergencial de R$150 a R$250. É urgente defender um auxílio emergencial de pelo menos um salário mínimo, como parte da luta por um plano emergencial contra a pandemia, liberação remunerada, testes massivos, vacina para todos, pela quebra das patentes das vacinas, pela reconversão industrial sob controle dos trabalhadores para produção de leitos, respiradores, bobinas de oxigênio.




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