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CORRUPÇÃO | Líder do governo na Câmara, Barros é acusado de ocultar 2,2 milhões pela Receita Federal

Depois das investigações da PF, o deputado é acusado de não comprovar origem de depósitos em sua conta bancária e de empresas em seu nome, segundo o fisco.

quarta-feira 7 de julho | Edição do dia

Foto: Reprodução/UOL

A Receita Federal acusa o deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), líder do governo na Câmara, de ter montado uma “engenharia” com empresas para simular operações financeiras e não ter comprovado a origem de depósitos bancários que somam R$ 2,2 milhões, de 2013 a 2015. A fiscalização indicou que o deputado simulou empréstimos e recebimentos de valores a título de distribuição de lucros do caixa de empresas, mas essas companhias não tinham saldo para tais operações.

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Ricardo Barros começou a ser investigado pelo escândalo de corrupção das vacinas Covaxin na qual foi intermediador. A investigação da Receita levou à abertura de um inquérito pela Polícia Federal no qual se levantou a suspeita da prática de lavagem de dinheiro decorrente de corrupção, ante “o grande volume de valores não justificados, em sua maioria em espécie, depositados na conta corrente do investigado”. O líder do governo Bolsonaro na Câmara nega todas as acusações e alega ser vítima de investigações.

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Barros foi convocado a demonstrar a origem de cada recurso depositado ou creditado nas suas contas bancárias, mas segundo as autoridades fiscais o deputado “justificou apenas alguns depósitos, alegando serem provenientes de recursos existentes em caixa”. O fisco impôs ao parlamentar uma multa de 150% sobre o valor do imposto devido, índice que é aplicado em casos de sonegação, fraude ou conluio. Porém, não devemos depositar nossa confiança em um órgão como a PF ou no show de horrores da CPI que busca realocar os personagens desse regime do golpe e reorganizar esse sistema, onde quem paga pela crise são os trabalhadores.

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