Juventude

CAMPUS VIRTUAL ESQUERDA DIÁRIO

Lições do movimento estudantil de Maio de 68 para o pós 29M é novo tema do Grupo de Estudos Nordeste

Nesta sexta-feira (4), o Grupo de Estudos Nordeste do Campus Virtual Esquerda Diário e a Faísca UFRN farão sessão especial para debater a experiência do Maio de 68 Francês e as lições que podem contribuir com a ampliação da força do 29M, com a presença de Vitória Camargo, Socióloga e dirigente da juventude Faísca.

sexta-feira 4 de junho| Edição do dia

A ideia é seguir o minicurso 1968 e o Movimento Estudantil, que esta disponível em 6 partes no site do Campus Virtual de Esquerda Diário, sendo Vitória Camargo, Socióloga pela UNICAMP a responsável pela sessão "A Reforma Universitária de 68 na ditadura brasileira". Queremos que esse debate esteja ligado com a reflexão que se abre co após o 29M, quando mais de 100 mil manifestantes tomaram as ruas do país contra os ataques do governo Bolsonaro, Mourão e os militares, de como massificar a luta para vencer.

A primeira sessão do Miniscurso se intitula: Quando operários e estudantes questionaram o poder e é ministrado por Odete Cristina.

A segunda sessão é sobre O Maio francês e é ministrado por Mariana Duarte.

A terceira sessão pela sua vez foca na Reforma universitária do 68 na ditadura brasileira e justamente é ministrada por Vitoria Camargo nossa convidada ao grupo de estudos.

A quarta sessão trata do 68 no Brasil sendo ministrada por Giovanna Pozzi.

A quinta parte do minicurso é sobre a batalha de Maria Antônia sendo apresentada por Pedro Cheuiche.

E a sexta sessão é 1968 na arte e na cultura sendo ministrada por Lina Hamlan

A mídia burguesa sempre que retoma o Maio Francês e os acontecimentos de 1968, tenta esvaziar todo conteúdo revolucionário e subversivo desse momento, como se não fosse uma luta onde os estudantes e a classe trabalhadora colocaram no centro o questionamento da lógica de funcionamento desse sistema capitalista, e como consequência questionaram a dominação imperialista, a miséria sexual, a lógica patriarcal, o racismo, a arte e a cultura burguesa.

O caminho aberto pelas intensas jornadas de lutas daquele momento questionava o equilíbrio capitalista de um mundo dividido entre zonas de influencia do imperialismo capitalista dos Estados Unidos e a burocracia stalinista da União Soviética. A irrupção da luta operária e estudantil na França em 1968, foi incendiária e se alastrou como um rastro de pólvora pelos quatro cantos do mundo, nas universidades, nas fábricas e nas ruas. Trouxe novamente o horizonte da revolução.

Hoje vivemos uma nova crise capitalista que foi agravada pela pandemia da Covid 19. No Brasil, a pandemia tirou mais de 430 mil vidas por responsabilidade do negacionismo de Bolsonaro e Mourão, mas também de todos os ataques da justiça burguesa, do congresso e dos golpistas. Enquanto a população sofre com a fome e o desemprego, no maior país negro fora do continente africano a violência policial produz massacres como o de Jacarezinho. E à juventude é reservado um futuro de miséria com a precarização da educação e do trabalho, como vemos agora com os cortes que decretam as Universidades Federais ao fechamento.

Pra se enfrentar com tudo isso, nos inspiramos na luta de classes que volta a cena internacional, como vimos em Myanmar, na Colômbia, nos EUA, no Chile, na Palestina e em tantos outros lugares do mundo, e também apresentamos esse mini curso, buscando retomar o que foi essa rica experiência que é parte da nossa história. Para pensar as lições e os desafios de um movimento estudantil que quer mais uma vez estar lado a lado da classe trabalhadora na sua luta para derrotar esse sistema de exploração e opressão.

Faça sua inscrição gratuita para o mini-curso: https://campus.esquerdadiario.com.br/course/view.php?id=61

Quer participar gratuitamente do Grupo de Estudos Nordeste? Entre em contato:
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