×

Lições do combate ao golpe: a intervenção da Bolívia no 1º de maio no ato internacional da FT

Veja como foi a intervenção da LOR-CI - organização irmã do MRT e seção da FT na Bolívia - neste ato Primeiro de Maio Internacionalista, que é impulsionado pela Fração Trotskista - Quarta Internacional.

Zuca FalcãoProfessora da rede pública de MG

sábado 1º de maio | Edição do dia

A Bolívia, que faz fronteira com o Brasil a oeste, viveu nos últimos dois anos experiências de luta e de organização dos trabalhadores, que não aceitaram o golpe imposto pelo imperialismo e orquestrado pela direita reacionária, igreja, Forças Armadas e o empresariado agroindustrial do país. Um golpe que teve a intenção de fazer os trabalhadores bolivianos pagarem pela crise capitalista por meio de ataques aos seus direitos, privatizações e entrega dos recursos naturais.

Apesar da violência em resposta às mobilizações, os trabalhadores da Bolívia, sobretudo na região do Altiplano (região entre a cordilheira dos Andes onde há uma concentração dos movimentos indígenas), foram uma demonstração que o caminho para enfrentar a direita anti-operária é o da autoorganização dos trabalhadores com seus métodos de luta como as massivas marchas e bloqueios de ruas que ocorreram principalmente em El Alto, maior cidade indígena do país e vizinha à capital La Paz, depois que o MAS, partido de Evo Morales, mesmo sendo maioria no parlamento e dirigindo a principal central sindical do país escolheu menosprezar a luta dos trabalhadores e focar na estratégia eleitoral, que se demonstrou incapaz de resolver os problemas da classe trabalhadora boliviana.

Nesse sentido a LOR-CI, organização que constrói a FT na Bolívia, reivindica estes métodos e a disposição de luta destes trabalhadores como um exemplo a ser seguido por trabalhadores do mundo todo que também lutam contra ataques aos seus direitos, a direita e o reacionarismo em seus países. O trecho abaixo da fala de Violeta Tamayo, dirigente do Pão e Rosas Bolívia e da LOR-CI expressa em síntese:

“novos destacamentos da juventude, das mulheres, dos povos indígenas e das e dos trabalhadores vão se incorporando à luta e ao mesmo tempo realizam uma experiência política não só com o “progressismo” do MAS, mas também com uma variedade de correntes indigenistas e populistas burguesas que mostram cada vez mais a sua predisposição para o acordo e a convivência com as classes dominantes em detrimento dos interesses das grandes maiorias trabalhadoras. Por isso, neste 1º de maio, a melhor homenagem que podemos fazer é extrair todas as lições que as últimas batalhas deixam, apostando na formação de organizações revolucionárias a serviço da luta anticapitalista e pelo socialismo.”

Leia aqui o Manifesto internacional O desastre capitalista e a luta por uma Internacional da Revolução Socialista




Comentários

Deixar Comentário


Destacados del día

Últimas noticias