RELIGIÃO

Liberdade de expressão sob ameaça no governo Bolsonaro: quando a igreja quer ditar as pautas da sociedade

Sob governo Bolsonaro, a liberdade de expressão é ameaçada pelas igrejas em um claro sentido reacionário de submeter o interesse religioso como pauta geral da sociedade.

sábado 10 de outubro| Edição do dia

Fonte da imagem: Agência Brasil

O escritor João Paulo Cuenca está sendo alvo de ação judicial realizada pela Igreja Universal do Reino de Deus. O escritor publicou no twitter a seguinte declaração que provocou a “ira” da igreja:

A mensagem surtiu efeito em pastores da Igreja Universal que acionaram a justiça exigindo indenização. A frase em si, é uma adaptação do sacerdote católico francês Jean Meslier (1664-1729): “o homem só será livre quando o último rei for enforcado nas tripas do último padre” no qual remete a vinculação existente entre poder político estatal em consonância com a igreja.

Em um ataque sistemático, em várias localidades foram ajuizadas ações contra o escritor, o que soma mais de 80 ações em 19 estados, exigindo ressarcimento por danos morais em valores que variam entre R$ 10 mil e R$ 20 mil.

O que se tem como pano de fundo desse fato, é a premissa de que o Estado nunca foi laico e que, através da eleição de Bolsonaro e sua base mais reacionária vinculada aos estratos religiosos, há a materialização de um ensejo por pautar os temas a serem colocados para discussão na sociedade, sendo toda crítica ao sistema religiosos suprimida ou proibida.

Não é difícil observar que o próprio presidente usa a religião de forma demagógica, usando chavões de efeito como: “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”, numa clara forma de atingir um público mais religioso, tendo em vista que a formação social brasileira está em sintonia com expressões religiosas, especialmente a católica e mais recentemente a protestante.




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