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RIO GRANDE DO SUL

Leite envia PEC do Teto dos Gastos para estrangular serviços públicos no estado

Na última quinta-feira (3), o governador do RS Eduardo Leite (PSDB) protocolou na Assembleia Legislativa uma PEC do Teto de Gastos que prevê congelamento das despesas do estado por 10 anos. Mais um duro ataque aos servidores e ao serviço público do RS.

segunda-feira 7 de dezembro de 2020| Edição do dia

Foto: Bruno Santos/Folhapress

Para encerrar 2020 com chave de ouro aos grandes empresários gaúchos e chave de desemprego e precarização à classe trabalhadora gaúcha, Eduardo Leite protocolou na última semana uma PEC do Teto de Gastos que irá congelar por 10 anos as despesas do estado enquanto os altos salários e privilégios dos políticos permanecem intactos.

O governador tucano se vangloria em suas redes dos ataques aplicados e dos que estão a caminho, como a PEC do Teto de Gastos:

Nessa mesma postagem, os comentários da população são de completa revolta com o descaso do governador com os servidores públicos e os usuários, estes que em sua maioria são a população pobre que depende da educação e da saúde públicas, ainda mais em meio a crise do coronavírus.

Os deputados aliados ao governador tucano já demonstraram apoiar o projeto da PEC com entusiasmo. O líder do PP, Sérgio Turra, afirmou que a bancada de seu partido irá apoiar integralmente o projeto: “é um reconhecimento do governo de que a nossa luta, iniciada há mais tempo, encontrou eco. É um bom sinal. Haveremos de apoiar e a bancada do PP deve fechar questão”, disse ele. “A luta” de políticos do PP, como Sérgio Turra, do PSDB de Leite, do MDB de Sebstião Melo e demais partidos da direita e do centrão é uma só: descarregar a crise nas costas dos trabalhadores enquanto mantém a salvo os lucros dos grandes empresários e seus próprios privilégios. Esse é o “ajuste de contas” a que Eduardo Leite se refere estar comprometido.

A PEC servirá ainda como moeda de troca para o governador do PSDB conseguir apoio na aprovação do projeto de aumento do ICMS, principal imposto do estado, que irá pesar ainda mais no bolso dos mais pobres. Ou seja, enquanto mantém o salário dos professores e demais servidores do estado congelados e avança nas privatizações que aumentam a precarização do trabalho, Leite quer fazer os trabalhadores pagarem mais caro pelo custo de vida. Assim como Sartori (MDB), Leite também parcelou e atrasou salários e segue com a destruição dos serviços públicos. A crise econômica e sanitária só aumenta e o governador tucano se apressa para afundar a população na miséria e inflar os rios de dinheiro dos grandes empresários.

A PEC do Teto de Gastos estadual é um projeto nefasto que irá sucatear o serviço público, piorando tanto as condições de trabalho quanto a prestação de serviço aos usuários. É preciso organização ampla e massiva dos trabalhadores em cada local de trabalho e da juventude em cada local de estudo para barrar esse ataque brutal.

Se Eduardo Leite tenta na teoria se diferenciar de Bolsonaro, na prática esse projeto é mais uma prova de que os ataques estaduais estão em dia com o compromisso do governo de Bolsonaro e Mourão e todo golpismo de descarregar a crise nas nossas costas. Façamos com que sejam eles e os capitalistas a pagarem por essa crise.




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