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Educação RS | Leite desconta vale transporte retroativo a vários meses e deixa educadores na miséria

Além de descontos no difícil acesso de 70% nas poucas escolas em que os professores e professoras ainda ganham essa gratificação, o governo Leite (PSDB) lança a folha de pagamento de agosto com descontos enormes de todos os meses em que o vale transporte foi pago com as escolas fechadas. Os profissionais da educação ainda tem que gastar do próprio bolso com internet.

segunda-feira 30 de agosto | Edição do dia

Imagem: SEDUC RS

Muitas professoras e professores gaúchos se manifestaram nas redes sociais nesse fim de semana quando tiveram acesso ao contracheque referente à agosto. Em alguns casos o desconto foi de R$600,00. A justificativa do governo Leite é que esses descontos são legais e devidos porque durante os meses em que os professores ficaram em casa o vale-transporte foi pago, os profissionais da educação reclamam que usaram esse dinheiro com despesas domésticas como internet para manter as aulas online.

A direção do CPERS (PT/PCdoB) se limitou a exigir que esses descontos arbitrários fossem feitos aos poucos e não tudo de uma só vez, sendo coniventes com os descontos. Não foi atendido. Helenir e a direção do CPERS vem atuando numa linha de respeito e diálogo com quem nos massacra, é preciso romper com esse “diálogo” e organizar assembleias nas escolas junto das comunidades escolares para que os pais dos alunos saibam também o que está acontecendo. É preciso que cada escola em assembleia eleja seu representante sindical e exija da direção do CPERS uma assembleia geral verdadeiramente democrática onde a base possa se expressar e encaminhar suas deliberações.

As professoras e professores bem como funcionárias e funcionários de escola estão há 7 anos sem receber sequer um centavo de reajuste, estão com seu poder de compra reduzido pela metade nesse período. As aulas presenciais já voltaram na ampla maioria das escolas do estado e muitos não terão como se deslocar até a escola em setembro devido aos absurdos descontos.

É preciso exigir da direção central do CPERS uma assembleia geral o quanto antes para que a categoria possa ser ouvida e possa se organizar contra tamanhas arbitrariedades. A seguir reproduzimos anonimamente alguns comentários de educadoras e educadores nas redes sociais:

“SEXTOU CONTRACHEQUE
Em 20h, na rede estadual, ganhamos, em média, um salário mínimo. Ministramos aulas presenciais, via Google Meet, Classroom e no WhatsApp, preenchemos inúmeras planilhas, fizemos cursos on-line fora do horário de trabalho. Tudo isso de segunda a sábado. Às vezes, no domingo e feriado.
No final do mês: descontos e mais descontos! A luz, o gás, o feijão, o arroz, a carne, a gasolina, a internet batendo na nossa porta!”

“Uma vontade de fazer GREVE por todos esses descasos, humilhações e falta de respeito…
Sem salário? Ja fico praticamente com todos os descontos indevidos!
Cansada”

“Que desânimo ser professora do Estado do RS. Contracheque vergonhoso! “

“Professores do RS literalmente desamparados, a cada mês mais descontos ilegais em seus contracheques e com aval do SINDICATO, pasmem. Até quando vamos aceitar isso? Se o sindicato somos todos nós, vamos fazer um sindicato de verdade que defenda nossos interesses. Acordem!!! Que categoria é essa que aceita tudo calada???”

“Vejam que interessante!
O sujeito trabalha 60h, desconta vale transporte, desconta quase 400,00 reais de difícil acesso, paga o próprio transporte para ir trabalhar, usa Internet própria....em suma, o dinheiro referente aos descontos inexplicáveis, que não acabam nunca ( o governo chama de : "descontos devidos"), que deixo de receber, mais o gasto para manter o trabalho, é praticamente, o valor de 20h. Moral da história: a pessoa trabalha 60h e recebe 40. São 20h de trabalho grátis para o governo. Assim, fica fácil pagar salário em dia, tirando do próprio funcionalismo. Realmente, não devo saber mais o significado de "descontos devidos". Acho que tenho que consultar o dicionário.....mas, sei perfeitamente, o significado de indevido.”

Todo o apoio aos trabalhadores da educação do RS! Por reposição salarial já e fim dos descontos arbitrários! Lutemos para que sejam os capitalistas que paguem pela crise com o confisco dos bens dos grandes sonegadores, o fim das isenções bilionárias e o não pagamento da dívida com a União.




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