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Leilão de cartas marcadas do Monotrilho do Metrô-SP acontece nessa segunda-feira

O governo do estado de SP continua sua cruzada contra os serviços públicos. Agora com a extrema direita no poder no governo federal, Doria abre suas asas reacionárias para privatizar tudo o que for possível, garantindo o lucro dos seus amigos empresários, as custas do dinheiro e serviços públicos.

Rodrigo Tufão

Metroviário, cipista da linha 1 Azul São Paulo

domingo 10 de março| Edição do dia

A bola da vez é a Linha 15 do Metrô de SP, o Monotrilho. Depois de ter gasto 5,2 bilhões só com dinheiro público, para construir 9 estações e comprar 27 trens, Doria anuncia o grande leilão da linha, a um lance inicial de 153,3 milhões. Um verdadeiro assalto aos cofres públicos. Gastam o nosso suado dinheiro pago ao governo, através dos diversos impostos que o trabalhador tem a obrigação de quitar todos os meses, com essas maracutaias privatistas. 

Já não bastam os baixos salários, a falta de investimentos em saúde e educação, o governo ainda desvia recursos públicos para privatizar e garantir altas taxas de lucro aos empresários que financiam suas campanhas eleitorais, no caso de SP a CCR, que financia o PSDB a décadas no estado, ganhando rodovias e linhas de Metrô para operar e lucrar, sem riscos e sem gastar um tostão nas suas construções.

A privatização do transporte só faz o serviço piorar, o trabalhador ganhar menos, tendo uma carga de trabalho maior. Basta vermos o serviço de ônibus na cidade, onde grandes isenções são garantidas aos donos das empresas de ônibus, para pagarem salários baixos para motoristas e cobradores, deixarem ônibus velhos e sem ar condicionado rodando e a super lotação que garante maiores taxas de lucro, transportando mais usuários com frotas reduzidas rodando pela cidade.

As passagens são outro escândalo. Cobram preços altíssimos por um serviço precário, que remunera mal os próprios trabalhadores do transporte. A população é refém da ganância e corrupção que dominam o sistema de transporte. A última coisa que os empresários e o governo pensam é no bem estar do povo. Seus jogos privatistas vem em primeiro lugar. Enquanto o povo se espreme no transporte, pagando tarifas altas e demorando 2h, 3h até 4h para chegar ao trabalho, Doria e seus amigos empresários lucram como nunca antes.

Só a estatização do transporte sob controle dos trabalhadores e usuários pode garantir que os recursos não sejam desviados para os empresários amigos do governo. Fazendo o transporte público atender seu principal interesse, que é transportar o público e não garantir lucros exorbitantes aos agentes privados. 

Para isso é preciso que as centrais sindicais, e em especial no caso da linha 15 do Monotrilho o Sindicato dos metroviários, saia do imobilismo e comece uma grande mobilização contra a privatização e a reforma da previdência que se aproxima. O sindicato dos metroviarios precisa já construir setoriais e comissões de base, para mobilizar a categoria contra a privatização e os ataques da companhia. Organizar e exigir das centrais sindicais, assembleias de base dia 22/03 para preparar uma grande paralisação nacional contra a reforma da previdência de Bolsonaro, que visa acabar com a aposentadoria do trabalhador brasileiro.

A privatização da linha 15 do monotrilho é mais um roubo, promovido por esses governos do PSDB em SP, que a décadas exploram o trabalhador paulista. Um saque aos cofres públicos, que precisa ser derrotado com os métodos históricos de luta da classe trabalhadora. Sem dar uma resposta a altura para esses corruptos, organizando greves e manifestações, a farra do PSDB vai continuar no estado. Os únicos beneficiados com isso, são os empresários do transporte e as multinacionais. Os únicos prejudicados com isso é a população de SP que continuará dependendo de um transporte precário, caro e inviável.




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