Política

LEI DE SEGURANÇA NACIONAL

Lei de Segurança Nacional: a mordaça em nome da política genocida de Bolsonaro e militares

A situação do país é caótica, o regime do golpe institucional que se assenta dá espaço para ataques cada vez mais profundos para a classe trabalhadora. Desde as reformas trabalhista e da previdência, passando pelas “MPs da morte” do governo Bolsonaro, até todo o descaso que já levou o país a mais de 300 mil mortes por COVID-19.

quinta-feira 25 de março| Edição do dia

Foto: Getty Images

A situação da classe trabalhadora está a cada dia pior, a retirada de direitos que permite redução de salários e piores condições de trabalho, junto ao aumento dos preços e toda a calamidade no sistema de saúde, tem transformado o dia a dia que já não era fácil na barbárie completa.

Os hospitais lotados, sem EPIs para os trabalhadores, sem leitos para os doentes. As prateleiras dos supermercados com preços altíssimos que levam o já baixo salário a valer ainda menos. Um novo auxílio emergencial que mal paga uma cesta básica e ainda ataca o funcionalismo público. Tudo isso e muito mais levam hoje o Brasil a mais de 300 mil mortes, mortes essas que carregam nas costas, Bolsonaro, governadores e todo o regime golpista protagonistas de todos os ataques destinados aos trabalhadores.

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Diante desse cenário, o governo Bolsonaro vem se utilizando da Lei de Segurança Nacional de 1983, instrumento utilizado na ditadura militar, para oprimir seus opositores, e que claramente coloca no alvo a esquerda e os trabalhadores. Com base nessa lei o governo já prendeu estudantes, militantes e influencers.

A tática repressiva do governo é mais uma tentativa de calar a voz contra suas políticas genocidas. Enquanto por um lado Bolsonaro tenta parecer mais coerente com o comitê criado junto aos governadores e ao congresso, por outro se utiliza de instrumentos da ditadura militar para perseguir seus opositores.

A utilização da LSN, que nas mãos dos STF já foi usada para perseguir tanto a direita quanto a esquerda, serve ao regime vigente e dá margem para perseguições políticas. Por isso para se enfrentar contra ela não basta se enfrentar apenas com Bolsonaro, mas como todo o regime do golpe institucional que fortalece seus métodos autoritários para atacar trabalhadores, mulheres, negras e negros.
Se enfrentar contra todo esse regime só é possível através da luta dos trabalhadores, através da auto organização e métodos da luta de classes. Impondo uma Assembleia Constituinte Livre e Soberana, sem tutela militar e onde toda a população tenha voz.

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