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Carta das Centrais Sindicais | “Legislativo, judiciário e governadores já estão à frente dos ataques”, diz Maíra Machado

Conversamos com a professora Maíra Machado, dirigente do grupo de mulheres Pão e Rosas e apresentadora do podcast Feminismo e Marxismo sobre a Carta das Centrais Sindicais e as manifestações do dia 7 de setembro.

terça-feira 31 de agosto | Edição do dia

“Hoje enquanto nos falamos completam 5 anos do golpe institucional de 2016 arquitetado pelo imperialismo para atacar os trabalhadores e retirar ainda mais direitos do que os que o PT vinha tirando. Nesse, dia 7 de setembro temos uma nova retórica golpista agora por parte de Bolsonaro contra instituições como o STF que apoiaram a derrubada de Dilma em 2016, são asquerosas as pretensões bolsonaristas com suas marchas no dia 7 mas de nenhuma forma o STF ou o Congresso Nacional são uma esperança contra a extrema-direita. Por isso precisamos demonstrar nas ruas a força da classe trabalhadora contra Bolsonaro, Mourão e os militares herdeiros da ditadura mas também Dória e outros setores de direita que tentam emplacar uma terceira via. Esses como o governador paulista ou o MBL que falam contra o Bolsonaro mas acompanham todas as medidas econômicas do governo.
Faço um chamado então para cada trabalhador, trabalhadora, mulheres, lgbt’s, negros e negras, estudantes à marcharem no dia 7 de setembro com o Pão e Rosas e exigindo que não paremos por aí, não vamos derrotar Bolsonaro confiando no STF, no Congresso ou em governadores como querem as Centrais Sindicais em carta, com a assinatura inclusive da CSP-Conlutas e da Intersindical. As Centrais Sindicais, como CUT e CTB, tem que chamar já um plano de lutas contra Bolsonaro e Mourão em base a mais ampla organização de assembleias em cada local de trabalho, só com a nossa organização podemos impedir a agenda bolsonarista! É um absurdo as centrais sindicais que não moveram um dedo para o Acampamento Indígena com milhares há poucos dias, agora falam em “Semana da Pátria” e em confiar em governadores como Dória que expulsa metroviários de seu sindicato, o STF que vota o Marco Temporal e o Congresso que aprova uma nova reforma trabalhista. Não faz nenhum sentido chamar a que legislativo, judiciário e governadores tomem à frente das decisões do país quando eles já estão à frente de tantos ataques. Nossa luta deve ser por um plano de luta já!” declarou Maíra Machado

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