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ATAQUES ISRAELENSES EM GAZA | Lavando a Cara: ONU abre investigação sobre crimes de Israel em Gaza

Quinta-Feira (27). Conselho de Direitos Humanos da ONU, organismo que referendou o Estado de Israel, aprovou abertura de uma investigação sobre os “possíveis” crimes nos 11 dias de bombardeio contra o povo palestino. Embaixadora bolsonarista se negou a apoiar investigação.

quinta-feira 27 de maio | Edição do dia

Hoje (27), na ONU, entidade que em 1947 decidiu pela divisão da Palestina e a criação oficial do Estado de Israel, o Conselho de Direitos Humanos aprovou a criação de uma investigação sobre os atos de Israel contra Gaza, a Cisjordânia e dentro do próprio país nos ataques recentes. A abertura foi aprovada por 24 países que integram o órgão, enquanto nove a rejeitaram e 14 se abstiveram —entre os quais, o Brasil. A ONU contabiliza 270 palestinos mortos em Gaza, 68 desses crianças, e 10 mortos em Israel, além de milhares de feridos e desabrigados no lado palestino.

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Após a aprovação da investigação, Benjamin Netanyahu, primeiro-ministro israelense e responsável pela investida do colonialismo israelense, reagiu acusando o conselho de uma “obsessão anti-Israel” e de supostamente endossarem o terrorismo. Também Biden se colocou ao lado do apartheid de Israel, e divulgou um comunicado por meio do escritório estadunidense em Genebra, em que lamenta a decisão do conselho e a considera uma ameaça ao “progresso” feito na região.

No caso do Brasil de Bolsonaro, aliado do sionismo, a embaixadora brasileira, Maria Luisa Escorel, não deixou de reafirmar o apoio do governo ao Estado de Israel e seus ataques. A embaixadora afirmou que o Brasil condena "nos termos mais fortes os lançamentos de foguetes de Gaza contra a população israelense pelo Hamas e por outros grupos militantes", enquanto caracterizou o abuso, a violência, as mortes e os bombardeios contra palestinos como “de extrema preocupação”.

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