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Imperialismo | Lava-Jato negociou compra de programa espião israelense que permite a invasão de celulares

O sofisticado programa israelense de espionagem Pegasus despertou interesse de procuradores de Curitiba. Os procuradores negam a compra do sistema e manifestaram repúdio às alegações. O programa invade celulares em tempo real, permite invasão de áudio e imagem bem como a localização.

quarta-feira 28 de julho | Edição do dia

Foto: Pedro França/Agência Senado

No último dia 18 foi notícia e escândalo internacional que essa ferramenta foi utilizada por diversos países para espionar jornalistas e oposicionistas. Pelo menos 17 jornais de dez países, em torno de 180 jornalistas, foram monitorados pelo sistema Pegasus segundo reportagem do UOL. Uma investigação promovida pelo consórcio de grandes conglomerados de mídia como o Guardian, Washington Post e o Le Monde, tornou pública uma lista com mais de 50 mil nomes em mais de 45 países que desde 2016 sofreram invasão do sistema Pegasus.

Nessa segunda-feira (26) a defesa do ex-presidente Lula protocolou uma petição no STF que conta com diálogos de procuradores obtidos pelas apreensões da Operação Spoofing. Os diálogos revelam que os procuradores da então Operação Lava-Jato tiveram “contato com diversas armas de espionagem cibernética, incluindo o aludido programa Pegasus”. Nas mensagens os procuradores citam ainda outro programa adquirido e hoje de uso da Polícia Federal e do MPF, o Celebrite. Em nota os procuradores alegam que o programa Celebrite não é de espionagem.

Em uma das mensagens reproduzidas em matéria do UOL o procurador Júlio Carlos Motta Noronha escreve:

"Pessoal, a FT-RJ (Força Tarefa do Rio de Janeiro) se reuniu hj com uma outra empresa de Israel, com solução tecnológica super avançada para investigações. A solução ’invade’ celulares em tempo real (permite ver a localização, etc.). Eles disseram q ficaram impressionados com a solução, coisa de outro mundo. Há problemas, como o custo, e óbices jurídicos a todas as funcionalidades (ex.: abrir o microfone para ouvir em tempo real). De toda forma, o representante da empresa estará aqui em CWB, e marcamos 17h para vir aqui. Quem puder participar da reunião, será ótimo! (Inclusive serve para ver o q podem/devem estar fazendo com os nossos celulares)."

Mesmo que seja verdade que a ferramenta de espionagem Pegasus não tenha sido adquirida o interesse por esse tipo de tecnologia por procuradores revela um interesse em violar os direitos humanos e de privacidade como uma verdadeira arma para perseguição política de ativistas e jornalistas dando super poderes à instituições interessadas em avançar com o regime do golpe institucional.




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