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Laudo da UFS confirma vínculo de parte da poluição no Nordeste com barris da Shell

A Shell, que se beneficiou enormemente com a entrega à preço de banana do petróleo brasileiro, pode estar envolvida em uma das maiores catástrofes ambientais no litoral brasileiro?

segunda-feira 14 de outubro| Edição do dia

Imagem: Fotos Públicas

Veja resposta ao "Estadão Comprova" e correções a esta reportagem neste link

O barril retratado na foto acima possui identificações que remetem à Shell e foi encontrado nas praias do Sergipe. O fato em si mesmo é um escândalo, mas fica pior, pois o conteúdo dos barris foi comparado com o óleo que contamina algumas das praias do nordeste pela Universidade Federal do Sergipe, e o resultado deu positivo: segundo a UFS, são o mesmo material. Isso não significa que o material que estava dentro do barril da Shell é o mesmo do logo do barril ou de propriedade da multinacional.

No barril, as inscrições "Argina S3 30" indicam o nome de um produto lubrificante produzido pela Shell e no barril encontram-se também várias etiquetas da empresa. A alegação da multinacional imperialista é de que o barril foi reutilizado por algum transportador clandestino, não havendo ligação com a empresa. Segundo a empresa, "o conteúdo original dos tambores localizados na Praia da Formosa, no Sergipe, não tem relação com o óleo cru encontrado em diferentes praias da costa brasileira".

De acordo com reportagem do jornal O Estado de S. Paulo, o presidente do Ibama, Eduardo Fortunato Bim, disse que a decisão de pedir explicações à Shell é do ministro do Meio Ambiente, Ricardo Salles. "Vamos cobrar explicações da Shell e cópia do laudo da Universidade, no mínimo", disse.

O governo Bolsonaro e seus Ministros, que odeiam o Meio Ambiente, estão na realidade muito preocupados em como vão acobertar a catástrofe ambiental, desta vez. Se os criminosos que "tocaram fogo" na Amazônia sequer foram investigados, isto quer dizer que a probabilidade da Shell sair impune desta é enorme. Seus Ministros preferem lançar afirmações contra a Venezuela, visando interesses entreguistas à serviço dos EUA, e pouco estão preocupados com as praias do Nordeste.

Foi desta maneira que a justiça deu 48h para que o governo tomasse alguma providência com relação à contenção do vazamento no Sergipe, com multa diária de R$ 100 mil caso não cumprisse - uma multa suave tendo em vista que parte deste dano é irreversível e não mensurável.

A Shell foi uma das grandes "vencedoras" com o golpe institucional protagonizado pela Lava Jato junto com o Congresso Nacional e o STF. Afinal, por trás de Moro se escondiam alguns "donos do mundo". Com a entrega do pré-sal, com os ataques à Petrobras e a política de privatização da empresa, empresas como a Shell, a Statoil Norueguesa, se beneficiaram com trilhões de dólares de petróleo muito barato, que, no caso, também conta com a vista grossa do governo para as questões ambientais envolvidas na sua extração.




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