ABAIXO AS DEMISSÕES NA LATAM

Latam propõe redução permanente de remuneração ou demissão a mais 1,2 mil aeronautas

No início de Agosto deste ano, a Latam demitiu 2,7 mil pilotos e comissários de bordo. Agora a companhia apresentou uma petição na última segunda-feira (21) ao TST (Tribunal Superior do Trabalho), e pode demitir mais 1,2 mil tripulantes.

quarta-feira 23 de setembro| Edição do dia

A companhia aérea tenta negociar uma redução permanente na remuneração dos trabalhadores, mas caso não chegue a um acordo, deverá optar pelas demissões, mostrando mais uma vez seu caráter explorador, onde em meio a tantos ataques se embasa na política escravocrata de Bolsonaro, oferecendo ao trabalhador ataques em seus salários e direitos ou demissão.

Conversas para alterar o modelo de remuneração dos profissionais já haviam ocorrido entre a companhia aérea e o SNA (Sindicato Nacional dos Aeronautas) em julho. Sem acordo, a empresa demitiu 2,7 mil trabalhadores. Como o segmento de voos internacionais continua praticamente paralisado por causa da pandemia do novo coronavírus, as negociações foram retomadas e existe a possibilidade de demissão de outros 1,2 mil aeronautas.

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As companhias aéreas Gol e Azul fecharam com o SNA uma proposta de redução temporária de salários até o fim de 2021. A Latam, por sua vez, propõe uma mudança permanente, indo mais fundo nos ataques aos trabalhadores. Sendo a mais antiga no mercado, a companhia aérea hoje alega pagar salários mais altos e diz precisar se adequar aos padrões atuais de remuneração, trazendo mais uma vez à tona a ideia de que a crise do novo coronavírus implica uma adequação em seus custos, quando na verdade os patrões seguem extrapolando em lucros.

O sindicato em julho, levou a proposta da Latam aos trabalhadores, que teve rejeição de 90%. Caso ocorra uma nova rodada de demissões, deverão ser desligados 400 pilotos e 800 comissários. Antes da crise da COVID-19 tinham 7 mil tripulantes, hoje a companhia conta com 4,2 mil.

Em nota, a companhia aérea afirmou que caso não consiga chegar a uma negociação com o Sindicato dos Aeronautas, terá que reduzir seu quadro excedente de tripulantes.

Com os impactos da crise, as respostas do empresariado têm sido bastante parecidas ao redor do mundo. O exemplo disso é a Latam, que embora já tenha atacado milhares de trabalhadores, retoma com seu discurso mentiroso de que precisa se adequar frente a situação atual, o que expressa que a intenção dos capitalistas em conjunto do empresariado é manter e aumentar seus lucros enquanto os trabalhadores são chantageados e entregues à miséria.

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Não se pode confiar em sindicatos dirigidos pela direita, como o Sindicato Nacional dos Aeronautas, dirigido pelo empresarial e direitoso PSL, que negociam por cima sem a participação da base. É necessário lutar para pressionar que o sindicato seja utilizado em prol dos trabalhadores, tendo como exemplo a manifestação dos aeronautas realizadas no Aeroporto de Guarulhos, realizada em agosto deste ano.

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Frente a essa politica criminosa da LATAM, a única opção para manter os empregos e a renda das famílias seria a organização dos trabalhadores de todas as categorias contra as demissões e também pela abertura dos livros de conta da companhia aérea para que seja provado para onde estão indo todos os bilhões investidos. Que sejam os próprios trabalhadores organizados com delegados de turno e assembleiasque venham a decidir os caminhos a seguir na atual conjuntura.

Pela organização dos trabalhadores contra as chantagens, ataques e demissões.

Contém informações da Agência Estado.




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