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Polo Socialista e Revolucionário | Lançamento do Polo Revolucionário em Campinas reúne organizações debatendo por uma perspectiva de independência de classe

Hoje (05) aconteceu o lançamento do Polo Socialista e Revolucionário em Campinas, uma iniciativa nacional que pretende agrupar distintos grupos que tenham como perspectiva uma saída de independência de classe para a crise que vivemos.

sábado 5 de março | Edição do dia

A mesa contou com a mediação de Natália Pavezzi do PSTU de Rio Claro, uma saudação de Plínio Arruda Jr. professor da Unicamp e do PSOL, Flávia Telles professora da rede pública de campinas, militante do MRT e do grupo internacional de mulheres Pão e Rosas, Kátia Sartori professora de Campinas e do PSTU e Diego Vitelli metroviário e militante da CST-PSOL.

Sobre o lançamento Flávia Telles comentou:

"O polo é uma iniciativa muito importante para agrupar a esquerda revolucionária hoje no Brasil. Vemos o recrudescimento da crise capitalista mundial, com a invasão reacionária de Putin na Ucrânia, ao mesmo tempo que a OTAN quer aumentar sua influência no leste europeu e que tem como seu atual representante o Zelensky na Ucrânia. Os tempos se aceleram e isso torna cada vez mais urgente a reagrupação da vanguarda e das organizações que se dizem revolucionárias e que tenham como perspectiva a luta independente dos trabalhadores sem se aliar a nenhuma variante burguesa.

Também no Brasil de Bolsonaro, após 650 mil mortes pela pandemia e diversos ataques desde o golpe institucional de 2016 como a reforma trabalhista, aquela que dizia que deveríamos negociar diretamente com o patrão e que vimos recentemente o que isso significou com o brutal assassinato de Moise, ou também a reforma da previdência, a pec do teto de gastos e a reforma do ensino médio. Que expressam um novo regime no país erguido pela extrema direita e a direita tradicional, como Alckmin, com forte protagonismo do poder judiciário do STF e dos seus métodos bonapartistas que vimos com a lava-jato e Moro que impuseram eleições totalmente manipuladas, essa mesma direita é agora opositora de Bolsonaro, mas não esquecemos que foram eles junto com setores como a rede globo, que levou Bolsonaro e os militares como Mourão ao poder para aprofundar os ataques a nossa classe. Mas é preciso refletir como chegamos até aqui, porque a política de conciliação de classes levada a frente pelo PT, que tinha até mesmo o golpista Temer na vice- presidência, que governou com o agronegócio, as igrejas e incrementando o aparato repressivo do estado, inclusive oprimindo com tropas militares no Haiti e no Congo, foi decisiva para abrir espaço à essa mesma direita golpista e ao Bolsonaro. O PT de Lula que hoje costura sua candidatura com o mesmo defensor de todos os ataques que é Alckmin. Além de travar as lutas em curso com seus objetivos eleitorais a partir da direção das centrais sindicais como a CUT, e o PCdoB que segue no mesmo sentido na CTB. A majoritária do PSOL segue esse caminho, inclusive se propondo para o comitê de campanha Lula ou como faz ao se juntar a partidos diretamente burgueses como a Rede.

Nesse cenário, defender uma perspectiva de independência de classe se torna ainda mais importante. O polo para nós pode ser uma iniciativa importante no sentido de reagrupação da vanguarda revolucionária. Deixando claro as diferenças entre as organizações, ao mesmo tempo que pode possibilitar uma atuação conjunta na luta de classes, e a partir também de um debate programático em comum, podendo ser o ponto de partida para uma atuação nas eleições. Nós do MRT achamos positiva a proposta do PSTU de abrir sua legenda para filiação democráticas das organizações e ativistas do Polo que não tenham legalidade, e já propusemos à Direção Nacional do PSTU avançar em efetivar nossas filiações para termos candidaturas como parte do Polo. Para isso, nós usamos como exemplo a FIT argentina, onde a esquerda revolucionária se unifica para se apresentar eleitoralmente, defendendo a independência de classe e um governo de trabalhadores de ruptura com o capitalismo, se separando também das experiência stalinistas que nada tem a oferecer para a luta pela emancipação dos trabalhadores como mostrou na história e mostra agora com a falta de independência de classe, apoiando inclusive o reacionário Putin."

O Esquerda Diário veio acompanhando e apoiando diversos processos de luta, como a dos trabalhadores da MRV, das terceirizadas da escola de Campinas e também dos trabalhadores da Unicamp com diversas denúncias, além de outras categorias. Sempre apoiando e divulgando ativamente cada processo, e também batalhando em cada um para que essas lutas fossem vitoriosas e também pudessem representar um impulso para a luta dos trabalhadores nacionalmente, também nos inspirando nas experiências internacionais.

Continue acompanhando os novos passos do Polo Socialista e Revolucionário em Campinas aqui no Esquerda Diário.




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