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Vale do Paraíba | LG segue se negando a pagar direitos de trabalhadores com sequelas ocupacionais

Depois da denúncia que soltamos e dos trabalhadores cobrarem um posicionamento do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté (da CUT/PT), foi marcada uma nova audiência com o Ministério Público do Trabalho. Em audiência, a advogada da empresa mostrou-se absolutamente intransigente contra os trabalhadores, mesmo com o próprio Ministério Público reconhecendo que era irregular essa postura da empresa.

sexta-feira 30 de julho | Edição do dia

Foto: Reprodução/ TV Vanguarda

Seguimos aguardando e exigindo respostas da fábrica da LG, de Taubaté, sobre a denúncia que recebemos no começo deste mês, de que a empresa estaria se recusando a pagar o adicional a que os trabalhadores com sequelas ocupacionais teriam direito.

Depois da denúncia que soltamos e dos trabalhadores cobrarem um posicionamento do Sindicato dos Metalúrgicos de Taubaté (da CUT/PT), foi marcada uma nova audiência com o Ministério Público do Trabalho. Em audiência, a advogada da empresa mostrou-se absolutamente intransigente contra os trabalhadores, mesmo com o próprio Ministério Público reconhecendo que era irregular essa postura da empresa, afinal os trabalhadores têm todos os comprovantes que já foram reconhecidos anos antes perante a justiça. Segundo alegam, tamanho era o descaso da LG que, em meio à reunião, a representante da empresa ironizava e ria das demandas dos funcionários.

Veja mais:LG quer demitir funcionários com doenças ocupacionais sem indenização

Segundo relatam os trabalhadores, é possível que nesta sexta a fábrica realize um novo corte de funcionários, mesmo sem resolver essa situação. A multinacional está querendo estender ao máximo essa questão, jogá-la para debaixo do tapete, para depois transformar em um processo trabalhista individual com cada trabalhador, o que, conhecendo a justiça no Brasil, sabemos que pode demorar uma vida toda. Uma tentativa clara por parte da empresa de dar uma cara menos escandalosa para o caso, pois trataria como problemas trabalhistas individuais e não uma problemática de como a empresa trata o conjunto dos seus funcionários.

Essa é a realidade do trabalho no Brasil: as empresas tratam os trabalhadores como peças descartáveis. Os fazendo trabalhar em péssimas condições por toda a vida, lesionando seu corpo e depois os demitindo, sem dar sequer um amparo. A LG por exemplo, usou por anos a força de trabalho de várias trabalhadoras e trabalhadores, levando-os ao limite que seus corpos “quebraram” e agora a empresa quer lavar suas mãos e não se responsabilizar pelas condições que esses trabalhadores se encontram.

Enquanto isso, os trabalhadores lesionados que estão sendo demitidos se angustiam sem saber se poderão contar com esse adicional, necessário para sua sobrevivência. Uma vez que muitos destes ficaram permanentemente incapacitados fisicamente para trabalhar em qualquer outro emprego e sabem que em meio a crise que vivemos a classe trabalhadora brasileira está sujeitada a enfrentar filas para conseguir ossos para não morrer de fome.

Veja mais no programa Nossa Classe Tá On: Nossa Classe tá On - Greve dos ferroviários, frio, fome e a miséria capitalista na pandemia (Ep.05)

Isso tudo ocorre em meio ao dia nacional da prevenção ao acidente de trabalho, que ocorreu nesta semana (27/07). Mais uma das contradições desse sistema, que carrega nos seus calendários uma data para lembrar a “importância para melhorar as condições de saúde e segurança de trabalhadores no exercício de suas profissões”, mas que na prática não se aplica.

Nós do Esquerda Diário estamos do lado dos trabalhadores, acompanhando o processo de perto e exigimos que a LG cumpra o acordo, pague a totalidade das indenizações e o adicional que foi acordado. E à disposição para dar visibilidade e fortalecer qualquer denúncia sobre os absurdos e dilemas que nossa classe vive cotidianamente.




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