RACISMO NOS EUA

Justiça para George Floyd: homem negro assassinado pela polícia de Minneapolis (EUA)

George Floyd foi morto por um policial branco, que o sufocou por 10 minutos. Floyd repetia que não conseguia respirar enquanto pessoas que observavam imploravam para que os policiais parassem de sufocá-lo.

quarta-feira 27 de maio| Edição do dia

Ontem, o Departamento Policial de Minneapolis assassinou George Floyd, um homem negro em seus 40 anos. O vídeo mostra Derek Chauvin, um policial branco, pressionando seu joelho no pescoço de Floyd, enquanto este implorava para o policial tirar o joelho, falando repetidamente para o policial que não conseguia respirar e sentia dor por todo corpo. No vídeo, o parceiro de Chauvin, Tou Thao, aguarda enquanto Floyd luta para respirar até ficar inconsciente, ao mesmo tempo que os presentes gritam para Chauvin erguer o seu joelho. Na cena repugnante, Chauvin mantém seu joelho no pescoço de Floyd por volta de 10 minutos, até mesmo depois de Floyd desmaiar e as testemunhas implorarem aos policiais verificarem o pulso de Floyd.

George Floyd recebeu uma sentença de morte. Seu alegado “crime” foi usar um cheque fraudado para tentar comprar alimentos. O caso simboliza brutalmente a criminalização da pobreza e da negritude, o que é endêmico em um sistema de justiça criminal estabelecido pelo e para o capital. A polícia agiu neste caso como eles foram feitos para: como protetores da propriedade privada - nesse caso, das mercadorias básicas - e como um aplicador institucional do racismo. O Departamento de Polícia de Minneapolis já tomou iniciativas para demonizar Floyd, dizendo que o homem desarmado estava “resistindo a prisão” e “possivelmente sobre efeito de drogas”. Enquanto sufocavam Floyd, um dos policiais disse as testemunhas, “Esse é o porquê vocês não devem usar drogas, crianças”. Uma delas respondeu que “Isso não é sobre drogas, cara. Ele é humano”.

Esse assassinato sancionado pelo Estado ocorre em um contexto de incessantes mortes de negros pelas mãos do Estado e seus policiais brancos. O assassinato de Floyd é adicionado a uma crescente lista de casos destacados nos últimos meses: Ahmaud Arbery, Sean Reed e Breonna Taylor, para nomear alguns.

Cada vez mais, o Estado vai denunciar estes incidentes com o objetivo de dissipar a raiva da população. Demoraram meses até prender os assassinos de Ahmaud Arbery, mas assim que seu vídeo cometendo o crime e a pressão pública aumentou, o Estado agiu rápido para fazer concessões. O fato que o assassinato de George Floyd foi filmado provocou também respostas ágeis. Amy Klobuchar - uma ex-promotora que enviou um adolescente negro à prisão perpétua para ganho político - já considerou a brutalidade policial de ontem e o FBI - nenhum amigo da comunidade negra, da classe trabalhadora e da esquerda - já iniciou uma investigação. lhan Omar também denunciou o assassinato, enquanto aprofunda seus laços com o establishment do Partido Democrata. Porém, esses políticos se ligaram ao estado capitalista que precisa de policiais para vigiar, agredir e matar a classe trabalhadora, as comunidades pobres e negras e negras.

Nesse caso horrível, um grupo de testemunhas só podia assistir enquanto policiais matavam um homem: uma testemunha notou o absurdo da ideia de tentar chamar a polícia; quando outro se aproximava da polícia, os policiais podem ser vistos agarrando seu spray de pimenta. Os oficiais, a instituição mais racista da polícia e o estado que os envia devem ser responsabilizados pela morte de George Floyd e pelas inúmeras outras mortes, injustiças e indignidades perpetradas por suas mãos.

Os policiais mostraram repetidas vezes que são inimigos do povo negro e pardo e da classe trabalhadora. Policiais servem capital. Eles devem ser abolidos.




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