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Absurdo | Justiça militar nega prisão preventiva para PM que matou em Vila Barraginha

Decisão escandalosa do TJMG concede liberdade provisória a Sargento responsável pelo assassinato brutal de um homem de 29 anos, negro, na comunidade de Vila Barraginha em Contagem MG

segunda-feira 18 de julho | Edição do dia

Afirmando que "Inconteste é que neste momento não há necessidade da prisão cautelar, justamente porque o episódio indica ser revestido de legalidade" o TJMG negou prisão preventiva ao PM que assassinou Marcos Vinicius Vieira Couto em Vila Barraginha.

Marcos estava em um bar na Vila Barraginha, em Contagem, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, quando a PM o abordou. Após ser levado para trás de um veículo, ele é encurralado pelos policiais, onde um deles dispara três vezes em Marcos, que já tinha dito estar desarmado e aparece com as mãos para cima. A vítima foi encaminhada até o hospital, onde faleceu.

O TJMG afirma que "A guarnição foi acionada para atender uma ocorrência em zona quente, com aglomeração de pessoas e notícia de que o chefe do tráfico ilícito de drogas estaria agredindo e ameaçando pessoas em posse de uma arma de fogo. Após ter sido localizado, o indivíduo de alcunha Marquinho resistiu às ordens da guarnição policial, aparentando estar sob efeito de substância psicoativa. Ao ter sido conduzido para um local afastado da aglomeração, ele teria avançado na arma de fogo do militar autuado, instante em que foi alvejado com disparos."

Essa não é a primeira decisão da justiça burguesa que nega prender policiais assassinos,o mesmo se deu no caso de Genivaldo que foi brutalmente assassinado por uma bomba de gás soltada dentro do porta-malas da viatura em que ele foi preso arbitrariamente.

A pré-candidata a deputada estadual do MRT pelo Polo Socialista e Revolucionário comentou o caso:

O texto do TJMG escancara como, no Brasil de Bolsonaro, que sempre se apoiou em uma base miliciana reacionária para subir na política, a polícia se sente confortável para cometer assassinatos como esse, onde o racismo do Estado se expressa na execução de mais um homem negro. Esse é o real papel das operações nas comunidades por todo o país, repressão, violência e chacina da população negra e pobre.

Somente uma nvestigação independente poderá impor justiça para Marcos, Genivaldo, bem como para Marielle e Anderson, abrindo caminho, por meio da auto-organização dos trabalhadores e do povo negro, de uma verdadeira luta pelo fim de toda opressão ao povo negro no Brasil. Nos inspiremos na luta do Black Lives Matter nos EUA contra o assassinato de George Floyd para levantar uma verdadeira maré de luta negra e trabalhadora contra o genocídio diário do povo negro e demais povos oprimidos e explorados em território brasileiro, rumo a uma sociedade livre de toda opressão e exploração!




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