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Todo apoio à greve dos médicos de SP! | Justiça golpista proíbe greve de médicos por mais contratações diante da nova onda da COVID

Enquanto o Brasil registrou o segundo maior número de casos de COVID desde o início da pandemia hoje, a justiça proibiu a greve dos médicos de São Paulo. Isso ocorre mesmo tendo como uma das principais reivindicações da categoria a contratação emergencial de mais profissionais para atender à população diante da exaustão, jornadas intermináveis de trabalho e falta de insumos que apenas beneficiam os capitalistas e seus governos

terça-feira 18 de janeiro | Edição do dia

Em decisão liminar desta terça-feira (18), o vice-presidente do Tribunal de Justiça de São Paulo, Guilherme Gonçalves Strenger, proibiu os Médicos da APS (Atenção Primária à Saúde), que atendem nas unidades básicas de São Paulo, de entrar em greve na quarta-feira (19), como haviam decidido em assembleia. A pedido do prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, a mesma justiça que promoveu o golpe institucional que nos trouxe até aqui com o avanço da privatização e sucateamento do sistema público de saúde, agora, faz um atentado à decisão democrática feita pela categoria. Além do mais, isso apenas revela que ambos estão do lado dos capitalistas e contra a ciência no combate à pandemia.

Isso porque uma das principais reivindicações dos médicos é a contratação imediata de mais profissionais. Os médicos estão enfrentando jornadas extenuantes e exaustivas diante da nova onda de COVID causada pela variante Ômicron. Cerca de 1.600 profissionais da saúde da rede municipal de São Paulo estão afastados por adoecimento em meio ao avanço da COVID e da gripe influenza.

Ao contrário do que a justiça diz, de que essa greve “se afiguraria abusiva", pois a paralisação nos serviços de saúde na cidade, ainda que parcialmente, e que poderia "causar dano irreparável ou de difícil reparação aos cidadãos, até mesmo levá-los ao óbito pela falta de atendimento", a contratação de mais médicos possibilitaria um maior e melhor atendimento à população nessa situação de calamidade sanitária.

O que está levando à morte, pelo contrário, é a exploração absurda à que esses profissionais da saúde estão sendo submetidos para enriquecer as patronais privadas da saúde, enquanto o SUS permanece sendo sucateado e com falta de insumos.

O que está levando à morte é o negacionismo de Bolsonaro, Mourão e militares com a vacinação infantil; ou a negligência demagógica de Dória, Ricardo Nunes, da justiça e de todo esse regime podre quando garantem o lucro dos monopólios imperialistas com as patentes das vacinas em detrimento da vida do povo pobre e trabalhador.

Proibir a greve dos médicos de São Paulo, isso sim, é um ataque direto à vida da população e visa única e exclusivamente preservar os lucros capitalistas. É fundamental que a organização dos trabalhadores da saúde seja fortalecida pelos sindicatos e centrais sindicais, defendendo o direito democrático de greve, bem como a contratação imediata de mais médicos!

Leia mais: 2 anos de pandemia e chegamos em uma nova onda sem nenhum preparo. É preciso contratações emergenciais para a saúde já!




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