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RIO DE JANEIRO

Justiça do Rio julga a greve do Detran ilegal em decisão arbitrária e tendenciosa

sexta-feira 26 de fevereiro| Edição do dia

Foto: Divulgação/Sindetran RJ

O desembargador Henrique Figueira, presidente do Tribunal de Justiça do Rio, julgou ilegal a greve dos trabalhadores do Detran no dia de ontem. A decisão do Juiz estipulou ainda uma multa colossal de R$ 500 mil por dia ao sindicato da categoria, caso o retorno ao trabalho não fosse cumprido.

A greve dos trabalhadores do Detran-RJ iniciou-se no dia 13 deste mês de fevereiro, e, de lá para cá, o governador Cláudio Castro e a Alerj com nada se comprometeram à atender qualquer reivindicação que fosse da categoria. Os trabalhadores do Detran-RJ reclamaram que, além da defasagem salarial de 7 anos em que não há equiparação com a inflação, também ocorre que o governo Estadual não investe em nada nas estruturas do órgão.

Trabalhadores relatam que em muitas repartições, não há sequer banheiros e as estruturas mais básicas para higiene são precárias. Em meio à pandemia, isso significa multiplicar o risco de infecção dos funcionários efetivos e dos terceirizados do Detran-RJ. Assim, também os materiais de proteção, E.P.I.s e máscaras de proteção, não são distribuídos pelo órgão e tem que ser pagos pelos próprios funcionários. Isso a justiça autoritária não considera ser ilegal.

Enquanto nos tribunais, desembargadores e advogados se dão o direito de fazer sessões online e nem aparecer no Tribunal, para este mesmo judiciário é ilegal que trabalhadores do Detran façam greve. O judiciário é mesmo uma casta de toga, composta de vários juízes que concedem aumento à si mesmos e, na hora de julgar greves de outras categorias, atacam com medidas contra os trabalhadores e seus sindicatos.




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