Política

VOLTA ÀS AULAS

Justiça do RN quer impor retorno inseguro integral em escolas, com falta de vacinas e leitos

A governadora do estado, Fátima Bezerra (PT), já tinha publicado um decreto na última semana em que determinava o retorno inseguro das aulas até o 5º ano também nas escolas públicas. Após paulatinas concessões do governo aos empresários da educação, um juiz regional acatou parcialmente um pedido do MPRN que impôs 48h, valendo na data de ontem, para que as aulas voltem para todo o Ensino Básico, incluindo os anos do fundamental e médio.

terça-feira 27 de abril| Edição do dia

Os professores foram vacinados para minimizar os impactos do retorno, enquanto policiais tiveram prioridade na fila. Muitos pais, também sequer tiveram direito à primeira dose, portanto era fundamental que a própria comunidade fosse quem definisse as condições de retorno às aulas, pois são os mais impactados pela pandemia e pela situação de desemprego e fome que assola as famílias.

O judiciário não tem nenhuma preocupação de fato com o ensino da juventude, é o mesmo que hoje tem juízes de Natal acusados de desvio de recursos públicos para compra de material escolas, por parte de uma auditora fiscal, que chegou a ser presa por perseguição. Com juízes superprivilegiados, decidem pelos interesses dos setores empresariais da região, estando preocupados com os empresários da educação, não atoa determinam que toda rede de ensino volte ao normal. Comprometem a vida da comunidade escolar em nome da educação, sem que os professores, pais e alunos, que de fato estão preocupados com a formação das novas gerações, de maneira segura, decidam sobre qualquer coisa.

E nesse momento, passados pouco mais de uma semana da flexibilização do fechamento do comércio, as filas de UTI voltaram a aparecer no RN. São mostras de que o governo Fátima, apesar de todo discurso de oposição racional ao governo, está tomando medidas a serviço dos empresários, sem nenhuma racionalidade na retomada das atividades. Além disso, graças também ao atraso das vacinas de Bolsonaro, acabaram novamente as doses de Coronavac no estado com pessoas no limite dos 28 dias para tomar a segunda dose. Mas Fátima também acatou o uso das doses na primeira vacinação como parte de inflar os números de vacinados, enquanto não há vacina para todos graças ao monopólio das patentes e dos nacionalizados das vacinas de distintos países imperialistas pelo mundo que estão estocando doses.

Falta testagem massiva, a conversão dos quartos de hotéis em salas de UTI e de isolamento voluntário, separadamente, além de quebra das patentes sem indenização para garantia de vacina para todos. E para isso, é necessário organizar cada expressão de descontentamento contra a política genocida de Bolsonaro ao enfrentamento desse retorno inseguro, onde a comunidade escolar defina um plano pedagógico e sanitário, com garantia de liberação remunerada de todos os serviços não essenciais, a efetivação das trabalhadoras terceirizadas sem necessidade de concurso, que devem ser parte de definir esse plano.

O SINTE, dirigido pela CUT, rechaça nas suas redes sociais as medidas de retorno, mas sendo dirigido pela CUT, do PT, atuam no sentido de garantir a estabilidade do governo Fátima, assim como do conjunto do regime do golpe. sS nega a organizar a categoria para se organizar para tomar nas suas mãos as condições de retorno, unificando com os terceirizados que seguiram trabalhando, se enfrentando lutando pelo Fora Bolsonaro e Mourão, os golpistas como Álvaro Dias, mas também as medidas do governo Fátima.

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