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METRÔ | Justiça, a pedido de Doria, determina desocupação da sede do Sindicato dos Metroviários/SP

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo decidiu por acelerar o despejo da sede do Sindicato dos Metroviários de SP, concedendo um prazo de cinco dias para a devolução do imóvel, podendo o estado a partir de quarta-feira executar a reintegração de posse com repressão policial. É necessária uma ampla campanha democrática contra esse ataque ao direito de organização dos metroviários, chamando a base da categoria e o conjunto das forças da esquerda.

terça-feira 3 de agosto | Edição do dia

Nós da Chapa 4 Nossa Classe, chamamos todos ao ato em defesa da sede do Sindicato dos Metroviários que ocorrerá hoje às 19h na rua serra do Japi número 31.

O governo do Estado, a mando de Doria, escolheu cirurgicamente o momento para atacar a sede do sindicato dos metroviários, onde o sindicato está há mais de trinta anos, quando ela foi construída com os recursos e o esforço dos próprios trabalhadores. Em plena campanha salarial, com a pandemia a todo o vapor, o governo mais uma vez veio com tudo para tirar a maioria dos direitos conquistados pelos metroviários com muita luta ao longo de décadas. Os metroviários não pararam de trabalhar em nenhum momento da pandemia, muito pelo contrário, vêm mantendo o pleno funcionamento do metrô de SP garantindo o transporte de diversos trabalhadores essenciais para o funcionamento da cidade e o combate à pandemia e da maioria dos trabalhadores que também não teve possibilidade de fazer qualquer isolamento, precisando usar o transporte lotado para trabalhar ou buscar emprego para sustentar suas famílias. O governo de São Paulo, seguindo a cartilha dos capitalistas de todo o mundo, buscou em meio à pandemia e às dificuldades de organização e mobilização dos trabalhadores advindas do isolamento social passar ataques sem precedentes aos metroviários, desde o ano passado tentando rasgar quase que por completo seu acordo coletivo de trabalho.

A justiça mais uma vez se mostra como os primeiros garantidores dos interesses dos capitalistas e seus governos, negando até mesmo o pedido da diretoria do sindicato de adiar a entrega da sede. E agora, decidiu a favor do governo e da empresa pela entrega em cinco dias (prazo que vence hoje) o prédio que sedia até hoje o sindicato dos metroviários. Mais uma vez a justiça demonstra que não está do lado dos trabalhadores não hesita em bater o martelo contra o direito de organização dos trabalhadores dando aval para a tomada violenta da sede por parte da PM de Doria para entregar o prédio aos especuladores imobiliários, através de um leilão que o sindicato denunciou como fraudulento.

Não podemos confiar na justiça e em nenhum de seus representantes, uma justiça burguesa que segue as leis escritas pelos capitalistas para garantir seus interesses de classe. Por isso é tão absurdo que a Chapa 1 (CTB/CUT) fique disseminando na base a categoria esperanças de que a justiça ou Doria vão dar alguma resolução favorável aos trabalhadores em detrimento do Estado. Essa linha de atuação é a de conversar com Doria e a direção do metrô, enquanto na categoria jogam contra a construção da mobilização que possa derrotar a empresa e o Estado, como vimos na greve deste ano e na proposta de aceitar os ataques da empresa.

Desde que o Estado declarou a intenção de retomar a sede do nosso sindicato, todas as demais chapas da diretoria do sindicato defenderam abertamente separar a luta em defesa do acordo coletivo da luta pela manutenção da sede. Diziam que o despejo de nossa sede era um “bode na sala” e que não precisaríamos nos preocupar com isso até outubro, depositando as expectativas nessa justiça, ao longo de meses foram deixando que o Estado operacionalizar a entrega da sede sem nenhuma resistência séria.

Nós da Chapa 4 - Nossa Classe viemos defendendo que é fundamental defender a nossa sede e nossa organização sindical através da mobilização, unindo essa luta com a campanha salarial e a defesa dos direitos econômicos da nossa categoria. Assim chamamos toda a diretoria a não fazer essa separação, e buscarmos envolver mais a categoria na defesa da sede, ao mesmo tempo que chamamos todas as centrais sindicais e organizações dos trabalhadores, e organizações da esquerda, dos estudantes e todos os movimentos sociais a comparecer no ato de hoje e fortalecer a luta em defesa da sede do sindicato dos metroviários, pois é preciso resistir com todas as forças a esse ataque ao direito de organização de toda a nossa classe.




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