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RACISMO POLICIAL | Jovem assassinado pela PM, no Rio, tem seu celular encontrado no caveirão, 40 dias depois.

Guilherme Martins, de 20 anos, e seu amigo Gabryel Marques foram assassinados enquanto tomavam cerveja pela PM em operação no Chapadão. Outro amigo foi baleado, mas sobreviveu.

terça-feira 29 de junho | Edição do dia

De acordo com o pai de Guilherme e a família, que ficaram rastreando o celular do jovem assassinado por vários dias após o crime, os PMs que estavam com o celular (desde o dia da execução) não apresentaram ele na delegacia e muito menos o devolveram aos parentes. Apenas 39 dias depois o celular foi devolvido, só após o pai de Guilherme informar que tinha imagens do rastreador. Antes disso, a polícia afirmou que o celular não tinha sido encontrado.

O celular estava desde o 5 de março no caveirão (dia do assassinato) na rua onde Guilherme foi baleado, Fernando Lobo, e o pai afirma que até devolverem o aparelho passou por alguns endereços. No dia após o assassinato, o celular apareceu na rua atrás da 27ª DP, delegacia que ficou responsável por investigar as mortes. Após isso, o aparelho foi levado a outro endereço e voltou para lá, mas depois ou desbloquearam o celular ou acabou a bateria, porque não conseguiram mais rastreá-lo.

Mais um caso absurdo de assassinato da juventude negra pela polícia racista. Além de matar Guilherme e o amigo, Flávio (pai de Guilherme) encontrou o filho morto no hospital, sem celular e sem documentos, apontado como um traficante que havia sido morto em conflito com a polícia. Mas Flávio afirma: “Eles disseram que na operação foram dois traficantes mortos e um preso. E isso saiu em vários meios de comunicação. E a gente tentando provar que os meninos não eram traficantes, não eram bandidos. Eles estavam ali tomando cerveja.” Também diz que o filho tinha recém feito a prova do Enem e que seu sonho era ser professor de Educação Física.




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