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Palestina | Jornalista da Al Jazeera é assassinada pelo exército israelense enquanto cobria operação militar

Shireen Abu Akleh foi assassinada enquanto cobria uma operação militar do exército de Israel num campo de refugiados palestino, ao ser atingida junto a outro membro da equipe de cobertura.

quinta-feira 12 de maio | Edição do dia

IMAGEM: Reprodução/twitter

Nesta quarta-feira (11), a jornalista palestina Shireen Abu Akleh, que trabalha pela rede de televisão Al Jazeera faleceu, ao ter sofrido um tiro na cabeça pelo exército israelense, enquanto cobria uma operação militar em um acampamento de refugiados palestinos na Cisjordânia. A repórter chegou a ser levada com vida a um hospital, mas não resistiu aos ferimentos.

Além de Shireen, o cinegrafista Ali al-Samoudi, que participava da cobertura, também levou um tiro nas costas, mas está em condição estável. Ambos estavam com coletes anti-balas e demarcando que eram da imprensa durante a cobertura e, segundo o cinegrafista:

"Nós íamos filmar o ataque do exército israelense e, de repente, eles atiraram em nós sem nos pedir para sair ou parar de filmar. A primeira bala me acertou e a segunda acertou Shireen. Não houve resistência militar palestina no local"

Em comunicado, a rede Al Jazeera afirmou que trata-se de um assassinato a sangue frio e deliberado, enquanto o reacionário primeiro-ministro israelense Naftali Bennett tentou culpar os palestinos pela morte da jornalista ao comentar o caso, dizendo que. “parece ser o mais provável”, segundo as suas fontes.

Este brutal assassinato se soma a outras diversas mortes cometidas pelo Estado israelense, sendo que, segundo levantamentos de meios de comunicação independentes, no ano passado, chegaram ser registradas 384 violações a jornalistas que trabalhavam em regiões palestinas ocupadas por Israel.

Compartilhamos aqui também o que a editora do Esquerda Diário Simone Ishibashi também comentou sobre o caso:

Também, foram se escalando as tensões nessa região, sobretudo no marco da recorrente repressão de Israel, perseguindo e despejando a população de origem árabe de suas casas em Jerusalém Oriental e na Cisjordânia, assim como frente aos bloqueios por mar, céu e terra na Faixa de Gaza, escancarando uma situação cada vez mais recrudescida para a vida dos palestinos.

Ao mesmo tempo, tal episódio também vem repercutindo com ondas de indignação em diversos países árabes e fora do continente, reforçando o questionamento do caráter repressivo de Israel.

Leia Também: Soldados israelenses deixam mais de 150 palestinos feridos em Jerusalém nesta sexta




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