Internacional

1º DE MAIO INTERNACIONALISTA DA FRAÇÃO TROTSKISTA

Itália: “Draghi e os capitalistas normalizam mortes por Covid, mas não podem conter a luta”

Confira a intervenção de Scilla Di Pietro, da Itália, no Primeiro de Maio Internacionalista da Fração Trotskista - Quarta Internacional. Scilla é membra da Frazione Internazionalista Rivoluzionaria (FIR) e colunista do La Voce delle Lotte.

sábado 1º de maio| Edição do dia

Dirigente do grupo de mulheres socialistas Il Pane e le Rose, militante da Fração Internacionalista Revolucionária (FIR), partido irmão do MRT e parte da Fração Trotskista Quarta Internacional, Scilla Di Pietro discursou no Ato Virtual do Primeiro de Maio Internacionalista. Scilla é trabalhadora da gastronomia e colunista do La Voce delle Lotte.

Confira abaixo sua fala:

“Na Itália, os industriais, as multinacionais e o governo do banqueiro Draghi normalizaram as centenas de mortes por Covid que ocorrem a cada dia em nosso país. Mas já não podem mais conter as lutas: vários setores combativos saem às ruas contra as demissões, a precarização e a falta de medidas em relação à saúde. Ainda que por hora as lutas tenham se limitado à própria empresa ou setor.

Por isso é fundamental levantar reivindicações que possam unir em programa e em ações as lutas dos distintos setores da classe operária, partindo de apostar no triunfo de cada luta concreta.

Precisamos de um programa que não divida a luta diária por objetivos mínimos das demandas mais amplas e profundas de igualdade, justiça social e por um futuro melhor.

As consignas mais imediatas devem ser articuladas com outras de caráter transicional anticapitalista, que buscam construir uma ponte entre a consciência atual das massas e o objetivo do socialismo.

Por isso levamos às mobilizações a exigência da redução da jornada de trabalho para 6 horas com igualdade salarial a fim de eliminar o flagelo do desemprego e superar as diversas e insuficientes medidas de renda emergencial e de “cidadania”; igualdade salarial e de condições de trabalho para as mulheres e para os imigrantes; um salário mínimo suficiente para ter uma existência digna e automaticamente vinculado ao aumento dos preços.

Estas e outras reivindicações podem ser uma poderosa arma para avançar a luta de classes de forma unificada, golpeando com força tanto os capitalistas quanto a grande burocracia sindical, que tenta frear a fúria e a mobilização dos trabalhadores.”

Leia aqui o Manifesto internacional O desastre capitalista e a luta por uma Internacional da Revolução Socialista




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